A 34.ª Feira do Livro do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Pará de Minas, homenageará este ano o escritor José Roberto Pereira, membro da Academia de Letras de Pará de Minas (cadeira n.º 12). Realizada desde 1992, a Feira se consolidou como importante evento de incentivo à leitura na cidade, e não apenas para os seus estudantes. Tem feito a aproximação e o contato direto com os profissionais que compõem a cadeia produtiva do livro, mas também promovido o encontro com autores e autoras. A programação da Feira, que vai de 23 a 25 de abril, contará com vários bate-papos sobre vários temas literários e contação de histórias. 20 de abril de 2026
Colégio Sagrado Coração de Maria homenageia escritor da ALPM em sua Feira do Livro
A 34.ª Feira do Livro do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Pará de Minas, homenageará este ano o escritor José Roberto Pereira, membro da Academia de Letras de Pará de Minas (cadeira n.º 12). Realizada desde 1992, a Feira se consolidou como importante evento de incentivo à leitura na cidade, e não apenas para os seus estudantes. Tem feito a aproximação e o contato direto com os profissionais que compõem a cadeia produtiva do livro, mas também promovido o encontro com autores e autoras. A programação da Feira, que vai de 23 a 25 de abril, contará com vários bate-papos sobre vários temas literários e contação de histórias. 19 de abril de 2026
Em pré-lançamento: Paraíso.com
Queridos Amigos,
Tenho a grata alegria de compartilhar a entrevista de pré-lançamento do livro Paraíso.Com, feita pelo professor Rachid Silva, no programa PontoContraponto.
Adotando a linha criadora de Rubem Alves, dentro de mim, criei parques, redescobri o rio... Da fusão de tudo e de ambos, ao ver a questão das ambiências em contínuos desafios, criei o “Paraíso.Com”.
Assim, com Alegria, apresento a vocês, a obra que será lançada em breve, com o objetivo de que vocês adiram a esta proposta, com anseios de que a sensibilidade de todos transmute, em realidade, o que, neste momento, pode parecer apenas Poesia!
Tenho sede!
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Observações:
- O nome do outro músico citado juntamente ao Ge Lara é José Antônio de Souza Pinto.
- Errata: Paulinho Pedra Azul não gravou nenhuma das composições da entrevistada; ele fez apresentação no Gravatá e a sua fala a inspirou a criar um episódio dentro do livro.
18 de abril de 2026
ALPM leva literatura às escolas e recebe estudantes em sua sede
Dentro da programação da 1ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, a manhã e a tarde de sexta-feira, dia 10/04, foram reservadas para significativos encontros entre escritores e leitores, reafirmando o papel da instituição na promoção da leitura e da formação cultural.
A ação "A escola vai à Academia" recebeu, pela manhã, estudantes da rede pública na sede da ALPM, em parceria com o projeto Historiar, do Museu Histórico de Pará de Minas. A atividade incluiu visita literária e contação de histórias com a acadêmica Ângela Leite Xavier (cadeira n.º 1), envolvendo os alunos em uma experiência sensível e imaginativa.
Na parte da tarde, com a ação "A Academia vai à escola", acadêmicos estiveram com estudantes em uma roda de conversa sobre o tema “Leitura como prazer”. O encontro foi realizado na Escola Municipal Dom Bosco e proporcionou trocas diretas, escuta atenta e reflexões sobre o processo criativo, aproximando os jovens do universo literário de forma concreta e afetiva.
A recepção dos estudantes e o envolvimento nas atividades foram destaques da programação. Como registrou a acadêmica Malluh Praxedes (cadeira n.º 19), “Demos autógrafos — todos nós — e eles iam e voltavam com páginas de caderno, folhas soltas, retalhos de um papel qualquer e, naquele gesto, percebi o quanto queriam guardar na lembrança o gosto bom daquela tarde”. O depoimento sintetiza o impacto das ações, que também foram marcadas por organização, pontualidade e respeito ao público e aos autores — aspectos ressaltados por participantes com experiência em eventos literários dentro e fora da cidade.
Mais do que atividades pontuais, os encontros evidenciaram o potencial transformador da literatura quando vivida em diálogo, despertando curiosidade, identificação e o desejo de continuidade no contato com os livros.
17 de abril de 2026
O espelho
Era uma vez um espelho...
Bem lá no fundo do salão, com suas secretas histórias...
Pelos tons escuros e espessura do vidro, sabia-se que ele guardava significativas memórias de século passado e de que tudo via, silenciosamente...
Dessa vez, era a Primeira Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, na própria Casa dos Escritores...
2026, abril...
Todos chegavam ali, sem perceberem a sua presença...
Mas, silente, sem ninguém importunar, ia refletindo cada imagem ali presente...
Ao seu lado, um banco e cadeiras que atravessaram épocas...
Foi dali, ao lado dele, que muitos viram chegar o convidado mais esperado daquela noite especial, para contar histórias e mais histórias...
Era a Prosa ao pé do fogão imaginário...
O escritor e contador de história com sua “companheira sonsa”, entraram na sala, entoando um canto contagiante ...
À medida que as histórias se desenrolavam, o encantamento do público se agigantava...
De repente, estavam todos cantando, agitando as mãos, os braços, no ritmo melódico...
As pausas eram preenchidas por ruidosas palmas...
Um evento singular, a despertar a criança interior, tamanha alegria reinante naquela noite festiva de encerramento...
A Magia Literária regia todo o espaço, corações e mentes...
E o espelho estava ali, recebendo toda a energia, transmutando-a em vibrações de paz, de confraternização, de acolhimento, próprias de um Espírito Acadêmico...
Lá fora, a chuva grossa lavava as almas, as calçadas...
Em contraponto - dentro - percebia-se um carinho expresso em cada detalhe daquela sala: tudo - cuidadosa e mineiramente preparado: a toalha e a cortina brancas, o bolo de fubá, a variedade de queijos e tantas outras iguarias...
Além dos saberes e dos sabores, das memórias gustativas e por que não dizer, afetivas - também - podia-se ouvir o palpitar de tantos corações apaixonados pela Arte: artistas iniciantes ou experientes, jovens, idosos preenchiam os inúmeros assentos...
Todos pareciam esquecidos de seus papeis sociais e de suas tarefas mais comezinhas...
História vai... História vem... Desde era uma vez...
O artista recordou à plateia o melhor de todos os presentes...
As luzes dos celulares e das máquinas fotográficas bailavam pelo ar, sem descansarem...
Atento e ouvindo tudo, o espelho, naquela noite, não estava no foco das câmeras ágeis que buscavam os olhares e as expressões das pessoas...
Eis que, de repente, num átimo de segundo, de forma desproposital, a luz viajante chegou até ao fundo do salão...
E assim, uma foto registrou o espelho, eternizando-o ali, naquele evento, tal como se apresentava: de corpo e alma totalmente... Presente!
Ele, o espelho - de maneira singela - ao se permitir ser capturado, tornou-se capturador, imortalizando também - naquele ocasional instante - o seu presente, juntamente, com seu casual admirador!
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Imagem modificada por IA generativa
16 de abril de 2026
Caminhos da Palavra: drama e suspense na caçada de João Souza
O jovem João Souza (@joaosouuzza_), de apenas 17 anos, estudante do Ensino Médio no Colégio Sagrado Coração de Maria, surpreendeu os presentes da mesa-redonda "Caminhos da Palavra" pela apresentação de seu primeiro livro, de mais de 450 páginas, chamado "Caçada Selvagem – Desejo" (2025, Ed. Flyve). A obra apresenta uma narrativa densa e sombria que vai além do simples clichê de amores proibidos entre humanos e criaturas sobrenaturais. João explicou que a concepção do livro se deu no período da recente pandemia. Sempre gostou de ler, mas decidiu criar ele próprio suas histórias. Ao final do livro, nos agradecimentos, ele próprio define assim essa aventura: "Mesmo tendo idade para me preocupar apenas com a escola e aprender variações de contas matemáticas inúteis, decidi usar meu tempo para escrever esta história maluca". Ele destacou o grande incentivo que sempre teve para a leitura na família e na escola, tendo sido desde cedo um frequentador assíduo da Biblioteca Pública. Na conversa ainda revela sua intenção de seguir sua narrativa numa série de sete livros, já escritos ou esboçados.
A
trama acompanha Heather Vanderwaal, uma adolescente que, após a
internação da mãe, muda-se para a pacata cidade de Church Hill, na
Carolina do Norte, para viver com a tia. O que parecia um recomeço
acabou por se transformar em um pesadelo quando ela cruzou o caminho do
enigmático Gaye McCool. Gaye é um lobisomem que luta desesperadamente
contra sua própria natureza para não perder a humanidade. Daí a trama se
intensifica com a chegada de Kai, o primo sarcástico de Gaye, formando
um triângulo amoroso que serve de pano de fundo para uma teia de
assassinatos brutais e segredos envolvendo gangues sobrenaturais
conhecidas como "Cães de Caça". O livro revela a ambição do autor em
construir um universo próprio, repleto de mistérios familiares e
disputas ancestrais, o que é admirável para um escritor tão jovem.
A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.
15 de abril de 2026
Caminhos da Palavra: todos olhando para Cláudia Siqueira
Cláudia Siqueira (@aminadoslivross), jovem escritora que se apresentou na mesa-redonda "Caminhos da Palavra", na programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, contou aos presentes que desenvolveu seu interesse pela escrita literária muito cedo. A ideia para seu primeiro romance, "Ninguém está te olhando", nasceu ainda em sua adolescência, quando começou a conceber as histórias que ganhariam forma de livro anos mais tarde, em 2023, quando contava 26 anos de idade. Ela revisitou todo o material inicial e o transformou na obra publicada de forma independente.
Cláudia também já escreveu fanfics, webseries e roteiros de peças teatrais. Ela declara que escrever foi para e
la
sempre algo natural. De uma geração plenamente adaptada ao meio
digital, ela começou a compartilhar seus escritos no Instagram e, com o
tempo, amadureceu a ideia de ter um livro publicado, o que, a princípio,
parecia impossível. Com o incentivo de um amigo escritor, partiu para a
empreitada de reformular e reorganizar os seus textos, num processo que
durou praticamente um ano.
Em "Ninguém está te olhando",
Cláudia Siqueira apresenta uma narrativa que vai além do romance
convencional ao explorar as complexidades da vida diante das
adversidades. A trama acompanha Mabell Mendes, uma cantora de sucesso
que é forçada a fazer uma pausa na carreira após ser diagnosticada com
Lúpus. Em busca de acolhimento, ela se refugia na pacata cidade de
Flower, ao lado da mãe e do melhor amigo. Paralelamente, conhecemos Luiz
Lopes, um promissor goleiro que é cotado como a grande esperança da
próxima Copa do Mundo, mas que ainda lida com a dor da perda de sua
irmã, vítima da mesma doença que aflige Mabell. A obra pode agradar
tanto aos fãs de romances quanto aos que buscam uma leitura reflexiva.
A mesa "Caminhos da Palavra"
foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia
de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com
vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória
literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e
perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição
prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que
participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia
Cândida.
14 de abril de 2026
Caminhos da Palavra: Rodrigo Campos e a vida de Meireles
O livro "A República de Meireles" foi apresentado na mesa-redonda "Caminhos da Palavra" como obra de estreia no mundo literário de Rodrigo Silva de Oliveira Campos. Nascido em Pará de Minas, possui uma carreira como empresário do setor de defesa e segurança e se interessou pelo resgate da identidade cultural de pequenas comunidades, utilizando a escrita para documentar essas histórias. Lançou, então, sua primeira publicação, nascida da vontade de eternizar os muitos casos ouvidos na localidade de Meireles, povoado da zona rural de Pará de Minas, dividido da sede pela Serra do Caracol.
A
República de Meireles é uma publicação que resgata mais de cem anos de
história do povoado. Rodrigo Campos se dedicou a compilar histórias,
personagens e aprendizados da comunidade, destacando características
fundamentais como a resiliência da população frente às provações
enfrentadas, a forte união familiar e a sabedoria popular dos moradores.
Além de reconstituir o passado, o livro aborda as lutas presentes da
comunidade, documentando conquistas já alcançadas e reivindicações para
melhorias na qualidade de vida. Mistura prosa poética, relatos
documentais e a tradição oral. O livro é recheado de "causos",
personagens pitorescos e mistérios locais.
Rodrigo Campos
ressaltou que a obra pertence a toda a comunidade, sendo construída com a
participação e o sentimento de pertencimento de seus moradores. Assim,
não se coloca como autor, mas como um "escriba" que dá voz agora a essas
pessoas. Coloca em evidência a importância da memória coletiva,
reafirmando o valor das raízes comunitárias.
A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.



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