No dia 28 de abril de 2026, às 19h, a Academia de Letras de Pará de Minas abre suas portas para uma noite de reflexão e diálogo. A instituição recebe a palestra “Identidade Preta e o exercício da coletividade”, encontro voltado à análise crítica dos atravessamentos históricos que ainda moldam a sociedade contemporânea, abordando temas como raça, gênero e classe. Falará no evento a assistente social Alexandra Maria da Silva Santos.
A atividade é uma realização do Grupo Reflexivamente, iniciativa sediada em Pará de Minas, coordenada pela psicóloga Naliene Gonçalves Clemente. O grupo se dedica ao apoio psicológico e ao empoderamento feminino, unindo o acolhimento emocional ao desenvolvimento de uma consciência crítica sobre o papel da mulher na atualidade.
De acordo com a organização, o evento propõe um espaço de escuta e trocas sobre memória, identidade e construção coletiva, reforçando a importância do diálogo crítico e da valorização das múltiplas experiências sociais.
Ao oferecer apoio à iniciativa, a Academia de Letras de Pará de Minas reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento, consolidando-se como um espaço aberto a debates essenciais para a formação cidadã.
A palestra é aberta ao público, com entrada franca. A sede da ALPM está situada na Rua Benedito Valadares, 183 - 2.º andar (Centro Literário Pedro Nestor).
28 de abril de 2026
ALPM acolhe em sua sede palestra sobre identidade preta e coletividade
22 de abril de 2026
A República de Meireles - o autor Rodrigo Campos compartilha aqui a sua obra
Rodrigo Silva de Oliveira Campos, natural de Pará de Minas, apresentou o seu primeiro livro "A República de Meireles" na mesa "Caminhos da Palavra", realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas. A obra eterniza relatos ouvidos da população de Meireles, povoado na zona rural do município, resgatando mais de cem anos de sua história e mostrando seus desafios contemporâneos.
Além da versão impressa do livro, o autor agora o compartilha gratuitamente em meio digital neste site da ALPM, na Biblioteca Digital. Ao fazer isso, Rodrigo Campos encaminhou algumas palavras à ALPM, que são reproduzidas abaixo:
"Embora tenha sido minha a tarefa de reunir lembranças, escutar histórias e transformá-las em palavra escrita, a verdade mais funda é que esse livro pertence, em sua essência, à comunidade que lhe deu origem, às famílias, às vozes, às memórias e ao chão que o inspiraram.
Há, por isso, um simbolismo muito bonito em vê-lo chegar à Academia de Letras de Pará de Minas. De algum modo, é como se essa memória retornasse à casa da palavra, encontrando abrigo num lugar que sabe reconhecer o valor da cultura, da escuta e daquilo que o tempo não deveria apagar. Sendo Meireles filha afetiva de Pará de Minas, há nessa entrega algo de regresso, de devolução e de pertença.
Meu desejo é simples e sincero: que esta versão digital possa circular livremente, alcançar leitores, despertar lembranças, aquecer os que têm laços com essa história e, talvez, apresentar Meireles a quem ainda não a conhece. Que o livro siga seu caminho como seguem as boas prosas: de mão em mão, de olhar em olhar, de afeto em afeto".
Rodrigo Campos - abril de 2026
Para baixar o livro, clique aqui.
20 de abril de 2026
Colégio Sagrado Coração de Maria homenageia escritor da ALPM em sua Feira do Livro
A 34.ª Feira do Livro do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Pará de Minas, homenageará este ano o escritor José Roberto Pereira, membro da Academia de Letras de Pará de Minas (cadeira n.º 12). Realizada desde 1992, a Feira se consolidou como importante evento de incentivo à leitura na cidade, e não apenas para os seus estudantes. Tem feito a aproximação e o contato direto com os profissionais que compõem a cadeia produtiva do livro, mas também promovido o encontro com autores e autoras. A programação da Feira, que vai de 23 a 25 de abril, contará com vários bate-papos sobre vários temas literários e contação de histórias. 19 de abril de 2026
Em pré-lançamento: Paraíso.com
Queridos Amigos,
Tenho a grata alegria de compartilhar a entrevista de pré-lançamento do livro Paraíso.Com, feita pelo professor Rachid Silva, no programa PontoContraponto.
Adotando a linha criadora de Rubem Alves, dentro de mim, criei parques, redescobri o rio... Da fusão de tudo e de ambos, ao ver a questão das ambiências em contínuos desafios, criei o “Paraíso.Com”.
Assim, com Alegria, apresento a vocês, a obra que será lançada em breve, com o objetivo de que vocês adiram a esta proposta, com anseios de que a sensibilidade de todos transmute, em realidade, o que, neste momento, pode parecer apenas Poesia!
Tenho sede!
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Observações:
- O nome do outro músico citado juntamente ao Ge Lara é José Antônio de Souza Pinto.
- Errata: Paulinho Pedra Azul não gravou nenhuma das composições da entrevistada; ele fez apresentação no Gravatá e a sua fala a inspirou a criar um episódio dentro do livro.
18 de abril de 2026
ALPM leva literatura às escolas e recebe estudantes em sua sede
Dentro da programação da 1ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, a manhã e a tarde de sexta-feira, dia 10/04, foram reservadas para significativos encontros entre escritores e leitores, reafirmando o papel da instituição na promoção da leitura e da formação cultural.
A ação "A escola vai à Academia" recebeu, pela manhã, estudantes da rede pública na sede da ALPM, em parceria com o projeto Historiar, do Museu Histórico de Pará de Minas. A atividade incluiu visita literária e contação de histórias com a acadêmica Ângela Leite Xavier (cadeira n.º 1), envolvendo os alunos em uma experiência sensível e imaginativa.
Na parte da tarde, com a ação "A Academia vai à escola", acadêmicos estiveram com estudantes em uma roda de conversa sobre o tema “Leitura como prazer”. O encontro foi realizado na Escola Municipal Dom Bosco e proporcionou trocas diretas, escuta atenta e reflexões sobre o processo criativo, aproximando os jovens do universo literário de forma concreta e afetiva.
A recepção dos estudantes e o envolvimento nas atividades foram destaques da programação. Como registrou a acadêmica Malluh Praxedes (cadeira n.º 19), “Demos autógrafos — todos nós — e eles iam e voltavam com páginas de caderno, folhas soltas, retalhos de um papel qualquer e, naquele gesto, percebi o quanto queriam guardar na lembrança o gosto bom daquela tarde”. O depoimento sintetiza o impacto das ações, que também foram marcadas por organização, pontualidade e respeito ao público e aos autores — aspectos ressaltados por participantes com experiência em eventos literários dentro e fora da cidade.
Mais do que atividades pontuais, os encontros evidenciaram o potencial transformador da literatura quando vivida em diálogo, despertando curiosidade, identificação e o desejo de continuidade no contato com os livros.
17 de abril de 2026
O espelho
Era uma vez um espelho...
Bem lá no fundo do salão, com suas secretas histórias...
Pelos tons escuros e espessura do vidro, sabia-se que ele guardava significativas memórias de século passado e de que tudo via, silenciosamente...
Dessa vez, era a Primeira Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, na própria Casa dos Escritores...
2026, abril...
Todos chegavam ali, sem perceberem a sua presença...
Mas, silente, sem ninguém importunar, ia refletindo cada imagem ali presente...
Ao seu lado, um banco e cadeiras que atravessaram épocas...
Foi dali, ao lado dele, que muitos viram chegar o convidado mais esperado daquela noite especial, para contar histórias e mais histórias...
Era a Prosa ao pé do fogão imaginário...
O escritor e contador de história com sua “companheira sonsa”, entraram na sala, entoando um canto contagiante ...
À medida que as histórias se desenrolavam, o encantamento do público se agigantava...
De repente, estavam todos cantando, agitando as mãos, os braços, no ritmo melódico...
As pausas eram preenchidas por ruidosas palmas...
Um evento singular, a despertar a criança interior, tamanha alegria reinante naquela noite festiva de encerramento...
A Magia Literária regia todo o espaço, corações e mentes...
E o espelho estava ali, recebendo toda a energia, transmutando-a em vibrações de paz, de confraternização, de acolhimento, próprias de um Espírito Acadêmico...
Lá fora, a chuva grossa lavava as almas, as calçadas...
Em contraponto - dentro - percebia-se um carinho expresso em cada detalhe daquela sala: tudo - cuidadosa e mineiramente preparado: a toalha e a cortina brancas, o bolo de fubá, a variedade de queijos e tantas outras iguarias...
Além dos saberes e dos sabores, das memórias gustativas e por que não dizer, afetivas - também - podia-se ouvir o palpitar de tantos corações apaixonados pela Arte: artistas iniciantes ou experientes, jovens, idosos preenchiam os inúmeros assentos...
Todos pareciam esquecidos de seus papeis sociais e de suas tarefas mais comezinhas...
História vai... História vem... Desde era uma vez...
O artista recordou à plateia o melhor de todos os presentes...
As luzes dos celulares e das máquinas fotográficas bailavam pelo ar, sem descansarem...
Atento e ouvindo tudo, o espelho, naquela noite, não estava no foco das câmeras ágeis que buscavam os olhares e as expressões das pessoas...
Eis que, de repente, num átimo de segundo, de forma desproposital, a luz viajante chegou até ao fundo do salão...
E assim, uma foto registrou o espelho, eternizando-o ali, naquele evento, tal como se apresentava: de corpo e alma totalmente... Presente!
Ele, o espelho - de maneira singela - ao se permitir ser capturado, tornou-se capturador, imortalizando também - naquele ocasional instante - o seu presente, juntamente, com seu casual admirador!
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Imagem modificada por IA generativa
16 de abril de 2026
Caminhos da Palavra: drama e suspense na caçada de João Souza
O jovem João Souza (@joaosouuzza_), de apenas 17 anos, estudante do Ensino Médio no Colégio Sagrado Coração de Maria, surpreendeu os presentes da mesa-redonda "Caminhos da Palavra" pela apresentação de seu primeiro livro, de mais de 450 páginas, chamado "Caçada Selvagem – Desejo" (2025, Ed. Flyve). A obra apresenta uma narrativa densa e sombria que vai além do simples clichê de amores proibidos entre humanos e criaturas sobrenaturais. João explicou que a concepção do livro se deu no período da recente pandemia. Sempre gostou de ler, mas decidiu criar ele próprio suas histórias. Ao final do livro, nos agradecimentos, ele próprio define assim essa aventura: "Mesmo tendo idade para me preocupar apenas com a escola e aprender variações de contas matemáticas inúteis, decidi usar meu tempo para escrever esta história maluca". Ele destacou o grande incentivo que sempre teve para a leitura na família e na escola, tendo sido desde cedo um frequentador assíduo da Biblioteca Pública. Na conversa ainda revela sua intenção de seguir sua narrativa numa série de sete livros, já escritos ou esboçados.
A
trama acompanha Heather Vanderwaal, uma adolescente que, após a
internação da mãe, muda-se para a pacata cidade de Church Hill, na
Carolina do Norte, para viver com a tia. O que parecia um recomeço
acabou por se transformar em um pesadelo quando ela cruzou o caminho do
enigmático Gaye McCool. Gaye é um lobisomem que luta desesperadamente
contra sua própria natureza para não perder a humanidade. Daí a trama se
intensifica com a chegada de Kai, o primo sarcástico de Gaye, formando
um triângulo amoroso que serve de pano de fundo para uma teia de
assassinatos brutais e segredos envolvendo gangues sobrenaturais
conhecidas como "Cães de Caça". O livro revela a ambição do autor em
construir um universo próprio, repleto de mistérios familiares e
disputas ancestrais, o que é admirável para um escritor tão jovem.
A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.




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