16 de abril de 2026

Caminhos da Palavra: drama e suspense na caçada de João Souza

Foto: Mendes Fotografia

O jovem João Souza (@joaosouuzza_), de apenas 17 anos, estudante do Ensino Médio no Colégio Sagrado Coração de Maria, surpreendeu os presentes da mesa-redonda "Caminhos da Palavra" pela apresentação de seu primeiro livro, de mais de 450 páginas, chamado "Caçada Selvagem – Desejo" (2025, Ed. Flyve). A obra apresenta uma narrativa densa e sombria que vai além do simples clichê de amores proibidos entre humanos e criaturas sobrenaturais. João explicou que a concepção do livro se deu no período da recente pandemia. Sempre gostou de ler, mas decidiu criar ele próprio suas histórias. Ao final do livro, nos agradecimentos, ele próprio define assim essa aventura: "Mesmo tendo idade para me preocupar apenas com a escola e aprender variações de contas matemáticas inúteis, decidi usar meu tempo para escrever esta história maluca". Ele destacou o grande incentivo que sempre teve para a leitura na família e na escola, tendo sido desde cedo um frequentador assíduo da Biblioteca Pública. Na conversa ainda revela sua intenção de seguir sua narrativa numa série de sete livros, já escritos ou esboçados.


A trama acompanha Heather Vanderwaal, uma adolescente que, após a internação da mãe, muda-se para a pacata cidade de Church Hill, na Carolina do Norte, para viver com a tia. O que parecia um recomeço acabou por se transformar em um pesadelo quando ela cruzou o caminho do enigmático Gaye McCool. Gaye é um lobisomem que luta desesperadamente contra sua própria natureza para não perder a humanidade. Daí a trama se intensifica com a chegada de Kai, o primo sarcástico de Gaye, formando um triângulo amoroso que serve de pano de fundo para uma teia de assassinatos brutais e segredos envolvendo gangues sobrenaturais conhecidas como "Cães de Caça". O livro revela a ambição do autor em construir um universo próprio, repleto de mistérios familiares e disputas ancestrais, o que é admirável para um escritor tão jovem.

João Souza participou da mesa ao lado de Cláudia Siqueira e Rodrigo Campos
Foto:Mendes Fotografia

A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.

15 de abril de 2026

Caminhos da Palavra: todos olhando para Cláudia Siqueira

 

Fonte: Mendes Fotografia

Cláudia Siqueira (@aminadoslivross), jovem escritora que se apresentou na mesa-redonda "Caminhos da Palavra", na programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, contou aos presentes que desenvolveu seu interesse pela escrita literária muito cedo. A ideia para seu primeiro romance, "Ninguém está te olhando", nasceu ainda em sua adolescência, quando começou a conceber as histórias que ganhariam forma de livro anos mais tarde, em 2023, quando contava 26 anos de idade. Ela revisitou todo o material inicial e o transformou na obra publicada de forma independente.

Cláudia também já escreveu fanfics, webseries e roteiros de peças teatrais. Ela declara que escrever foi para e
la sempre algo natural. De uma geração plenamente adaptada ao meio digital, ela começou a compartilhar seus escritos no Instagram e, com o tempo, amadureceu a ideia de ter um livro publicado, o que, a princípio, parecia impossível. Com o incentivo de um amigo escritor, partiu para a empreitada de reformular e reorganizar os seus textos, num processo que durou praticamente um ano.

Em "Ninguém está te olhando", Cláudia Siqueira apresenta uma narrativa que vai além do romance convencional ao explorar as complexidades da vida diante das adversidades. A trama acompanha Mabell Mendes, uma cantora de sucesso que é forçada a fazer uma pausa na carreira após ser diagnosticada com Lúpus. Em busca de acolhimento, ela se refugia na pacata cidade de Flower, ao lado da mãe e do melhor amigo. Paralelamente, conhecemos Luiz Lopes, um promissor goleiro que é cotado como a grande esperança da próxima Copa do Mundo, mas que ainda lida com a dor da perda de sua irmã, vítima da mesma doença que aflige Mabell. A obra pode agradar tanto aos fãs de romances quanto aos que buscam uma leitura reflexiva.

Foto: Mendes Fotografia

A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.



14 de abril de 2026

Caminhos da Palavra: Rodrigo Campos e a vida de Meireles

  

Foto:Mendes Fotografia

O livro "A República de Meireles" foi apresentado na mesa-redonda "Caminhos da Palavra" como obra de estreia no mundo literário de Rodrigo Silva de Oliveira Campos. Nascido em Pará de Minas, possui uma carreira como empresário do setor de defesa e segurança e se interessou pelo resgate da identidade cultural de pequenas comunidades, utilizando a escrita para documentar essas histórias. Lançou, então, sua primeira publicação, nascida da vontade de eternizar os muitos casos ouvidos na localidade de Meireles, povoado da zona rural de Pará de Minas, dividido da sede pela Serra do Caracol. 

A República de Meireles é uma publicação que resgata mais de cem anos de história do povoado. Rodrigo Campos se dedicou a compilar histórias, personagens e aprendizados da comunidade, destacando características fundamentais como a resiliência da população frente às provações enfrentadas, a forte união familiar e a sabedoria popular dos moradores. Além de reconstituir o passado, o livro aborda as lutas presentes da comunidade, documentando conquistas já alcançadas e reivindicações para melhorias na qualidade de vida. Mistura prosa poética, relatos documentais e a tradição oral. O livro é recheado de "causos", personagens pitorescos e mistérios locais.

Rodrigo Campos ressaltou que a obra pertence a toda a comunidade, sendo construída com a participação e o sentimento de pertencimento de seus moradores. Assim, não se coloca como autor, mas como um "escriba" que dá voz agora a essas pessoas. Coloca em evidência a importância da memória coletiva, reafirmando o valor das raízes comunitárias.

Foto: Mendes Fotografia

A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.

 

 

13 de abril de 2026

Abertura da 1ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas celebra a palavra em suas múltiplas formas

 

A Presidente da ALPM, Carmélia Cândida, abre a 1.ª Festa Literária
Foto: Mendes Fotografia 

A noite de 7 de abril marcou o início da 1ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas com uma abertura que reuniu diferentes linguagens artísticas e colocou a palavra no centro da experiência. Com o tema "Quando a literatura te abraça", o evento, aberto ao público, se estendeu por quatro dias, com atrações diversas: contação de histórias, conversa com escritores estreantes, encontro com clubes de leitura e aproximação com escolas da cidade.

  

No Teatro Municipal,uma noite literária
 Foto: Mendes Fotografia

 A abertura foi realizada no Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida. A cerimônia teve início com a apresentação de Ana Cláudia Saldanha e Júlio Saldanha, que, por meio da música e da literatura, conduziram o público a um momento de sensibilidade e encontro. Parceiros na vida e na arte, o casal reafirmou, em cena, a trajetória dedicada ao fortalecimento da cultura em Pará de Minas.

  

Ana Cláudia e Júlio Saldanha: poesia e música
 Foto:Mendes Fotografia

  
 
 A escritora Leila Ferreira fala sobre seu trabalho e sobre seu novo livro
Foto:Mendes Fotografia 
 
Na sequência, o público foi convidado à reflexão com a presença da escritora e jornalista Leila Ferreira, em uma conversa guiada pela pergunta “Quanta vida cabe dentro de uma vida?”. Com escuta atenta e participação do público, a autora compartilhou experiências, pensamentos e provocações sobre o tempo, as escolhas e os sentidos que construímos ao longo da existência.

A noite seguiu com sessão de autógrafos de obras da autora, aproximando ainda mais escritora e leitores em um momento de troca direta e afetiva
Foto: Mendes Fotografia
 
 
 
 
 
 
 

12 de abril de 2026

Faces de uma moeda

Geraldo Phonteboa
Cadeira n.º 14

Não somos totalmente bons, mas também não somos totalmente maus. Temos valores em nós, princípios éticos, vontade e desejo de acertar sempre. Mas também há coisas que fazemos e que não temos orgulho de fazer. Quantos sentimos ruins sentimos? Somos enfim como moedas, temos duas faces. E como cada um de nós somos únicos, essas faces não são de uma mesma moeda. Cada um de nós com as nossas faces duplas únicas. Esta é a ideia que regeu os versos abaixo:


UMA FACE DA MOEDA
 

Pago aluguel e uso gravatas
Mas sei que há um monstro que mora
No avesso de mim.

Através do vidro transparente 
Meu olhar faz corte elegante
De tão limpo
Como se sentisse a fome
De um estômago vazio

O ódio que sinto
Queima por dentro
Como um gelo absoluto
A construir uma catedral
Sob meus ossos.

E no salão nobre
Sob reflexos de espelhos
Danço abraçado ao egoísmo
Sob o som da indiferença

Sinto-me luz desistente

E no avesso do peito que,
De tanto se esconder,
Esquece como se traduz
O próprio nome.

Luto com todas as minhas forças
Todos os dias
Só para sair desse abismo.

E na busca de dignidade
Caminho...
Como uma moeda
Sou composto de duas faces.



A OUTRA FACE DA MOEDA


Somos gigantes de argila
Sob o peso leve da luz
Mesmo com os músculos cansados
E com as mãos trêmulas 
Sustentamos o céu.

No labirinto ético
Escolhemos caminhar
Mesmo sabendo
Que todos os atalhos
Se apresentam mais seguros
E diretos.

Nossa coragem aprendeu
A rezar baixinho
Enquanto caminhamos.

Limpamos o caos
E construímos
Arquiteturas invisíveis,
Inventamos a sede de ser rio,
Mas o perdão
É mais alto que o silêncio.

Abrimos caminhos
Para que Outros 
Também possam ser
Gigantes de argilas.

Luxuosa simplicidade
de nos humanizar.

E mesmo com músculos
Cansados,
E com
Mãos trêmulas
Sentimos o leve
Peso da Luz. 

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Imagem: criada por IA generativa

9 de abril de 2026

ALPM na tevê: Abertura da 1.ª Festa Literária

Reportagem da TVI Pará de Minas destaca a abertura da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, ocorrida em 7 de abril.

8 de abril de 2026

Integrante da ALPM lança livro infantojuvenil em Belo Horizonte

A acadêmica Ângela Leite Xavier, cadeira n.º 1 da ALPM, lançará, no próximo dia 11 de abril, o seu livro "Em Busca do Tesouro", em Belo Horizonte. Publicado pela Literíssima Editora, Em Busca do Tesouro teve seu lançamento inicial em dezembro passado, no Restaurante Seu José, em Ouro Preto.

A literatura infantojuvenil ganha um novo título que conecta fantasia, história e cultura afro-brasileira. No livro Em Busca do Tesouro, os jovens Soba, Camélia e Pedro embarcam em uma viagem no tempo para desvendar o mistério de uma chave de ouro ligada a uma antiga mina. A trama, ambientada em cenários históricos de Ouro Preto (MG), resgata relatos reais e histórias que escaparam à versão oficial do passado.

Inspirada pela experiência da autora como professora de História na cidade, a obra utiliza cenários emblemáticos da cidade para evidenciar a presença africana e afro-brasileira na formação social e cultural da região. Com isso, traz uma abordagem sensível sobre memória, identidade e reparação histórica. Propõe uma leitura acessível e instigante para crianças, jovens e educadores, destacando-se como ferramenta de valorização de narrativas que são frequentemente ignoradas e silenciadas.

O lançamento será no dia 11 de abril, sábado, na Casa Literíssima, à Rua Dom José Gaspar, 365, em Belo Horizonte, das 14 às 17 horas.