quarta-feira, 21 de julho de 2021

"ALPM Entre Vista" - Academia inaugura seu canal no YouTube


A Academia de Letras de Pará de Minas - ALPM - fará sua estreia no YOU TUBE, dia 24/07/2021, às 19h e 30min, com “ALPM ENTRE VISTA”. 

Na oportunidade, Fátima Peres, mestra, professora, jornalista e Márcio Simeone – professor, Doutor na área de Comunicação Social, ambos docentes da UFMG, promoverão um “dedinho de prosa” com a escritora “patafufa” Conceição Cruz - ocupante da cadeira nº 4 da ALPM – Academia de Letras de Pará de Minas e cadeira nº 29 da ADL – Academia de Letras de Divinópolis/MG.


Clique neste link para acesso ao canal:

https://www.youtube.com/channel/UC0WQMIRCype2i0tq_aZGhQA


À direita da sua tela, inscreva-se e ative o sininho para receber notícias sobre as futuras novidades. Por favor, divulgue o nosso canal para seus contatos, familiares e amigos para que eles também possam celebrar conosco a ativação do canal, com o nosso primeiro evento virtual!

sábado, 17 de julho de 2021

Unicidade

Geraldo Phonteboa
Cadeira n.º 14


Sentir é a forma que o corpo pensa.

Pensar corpóreo: carnalidade.

Nervos e sensores

Racionalizados.

A carne reage, tensiona, relaxa,

Aquece e esfria.

Comunica com o Todo e o Tudo.

Assim nos sabemos

E sabemo-nos nos outros.

Carpo é carne em interação:

Sensibilidade mundana

Inundada de racionalidade.

A Carne sente, o corpo percebe

E a razão reflete:

Dependência e interação.

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Amarelinha

Conceição Cruz
Cadeira n.º 4


Amarelinha, fábulas, andar de bicicleta,
mariquinha, passar anel, corrida, caminhada,
adedanha, tabuada sem pestanejar, cantigas de
roda e jogos na rua: queimada, futebol...
Escrever, desenhar, pular corda e elástico, cantar,
ler, contar  estórias. Coletividade. As férias, mesmo as de
inverno, dispensavam longas viagens. 
Nasceu a geração digital: desde cedo, individualidade! Conectada ou 
hipnotizada pelo “canto de sereia” da rede
altamente virtual? Será feliz no mundo real? 

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Imagem: https://www.gratispng.com/png-re6nqe/



terça-feira, 6 de julho de 2021

A vida nunca morre!

Ailton José Ferreira
Cadeira n.º 7


Eu costumo dizer que, a cada dia que vivemos, a morte está mais próxima. A morte do corpo físico e não a morte do corpo espiritual. Porque a vida é eterna, ela nunca termina. Costumamos morrer, sim, durante todo o transcorrer de nossa vivência. Destruímos muitas vezes nossos desejos, vontades e realizações por uma simples atitude inconsequente ou impensada. Morremos para a vida sempre que desistimos de lutar por alguma coisa, algum sentimento ou ideal. Adoecemos simplesmente por não termos ido até o fim daquilo que iniciamos, ou por não termos escolhido o caminho mais correto, embora difícil de transpô-lo. Pois, geralmente, escolhemos o caminho mais fácil, que nem sempre é o melhor, porque assim “deve ser e pronto”.


Porém, esse “deve ser” é o que realmente nos fere, enfraquece e - por que não? -  destrói também a família e as pessoas que vivem à nossa volta. Por que agimos assim? Por que não aceitamos que estamos errados muitas vezes? Culpamos a vida pelos nossos erros, por nossas cabeçadas mal dadas, por nossos pensamentos confusos, por ferirmos o próximo, sem pensar que ele também tem sentimentos como os nossos. Ferimos e não queremos ser feridos. Maltratamos e não queremos ser maltratados. E muitas vezes praticamos atos sem o uso da razão. Embora ela sempre esteja ao nosso lado, mas a descartamos para dar lugar à ira, à vaidade e à ambição.


O ser humano foi criado por Deus para ser feliz, mas, mal começamos a vida, nossos primeiros pais já desobedeceram ao Criador e pecaram; por isso, estamos carregando este peso por toda a eternidade. Porém, nossa vida aqui neste mundo é para nos redimirmos de nossos erros para, quando morrermos para a Ressurreição, estarmos finalmente preparados na eternidade, junto a Deus. Portanto, se buscamos sempre a felicidade, precisamos antes de tudo fazermos o nosso próximo feliz.


Nós sempre ouvimos dizer: “A ambição mata” e, mesmo assim, nem sempre a ignoramos. E ela, realmente, quando usada para o poder desenfreado, mata para o amor, para a solidariedade, para a humildade e compreensão. Deixamos que tome conta, desrespeitando o próximo e, se preciso for, passando por cima dele sem dó nem piedade. Vivemos em comunidade, sociedade organizada, se assim podemos às vezes dizer. Claro, porque o homem, de modo geral um ser racional, jamais conseguiria viver solitariamente. Jamais pensamos em desenvolver um modo de passarmos a nossa vida isolada, porque somos seres criados para a coletividade, para o social. E quando o isolamento acontece é consequência dos fatos por nós provocados.


Por isso digo sempre que a vida é bela e nós a tornamos amarga e feia, de acordo com o que construímos ou destruímos durante nossa passagem por este planeta. Estamos acostumados a culpar os outros e a Deus pelos nossos defeitos, nossos erros e irresponsabilidades. É mais fácil achar culpados do que se culpar pois, se assim fosse, teríamos que apontar nossos erros e consertá-los, e isto para nós não é fácil. A morte da vida só acontece se quisermos. Somos seres criados na perfeição de Deus, porém somos seres destruidores na vontade de nossos erros, mas mesmo assim “A VIDA CONTINUA...”.


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

domingo, 13 de junho de 2021

Fogueira e Fé

 Conceição Cruz
Cadeira n.º 4

Festejamos, em Junho, Santo Antônio: 
O primeiro a trazer Jesus Criança!
Guiado por Ele, São João tem, nos braços,
Um Cordeiro.
E São Pedro, as Chaves do Paraíso.
Instintivamente, olhamos  para o alto: qual a 
Relação do fogo, dos três Santos e “cês” -
a Criança, o Cordeiro e o Céu?

E elas nos contam, de

forma peculiar, um grande segredo. Para compreendê-lo, basta ser
É ou somente ter a pureza de uma criança!
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Saudade

 Paulo Roberto dos Santos
Cadeira n.º 17




A saudade é companheira.
Não é responsável por nada.
Temos uma relação saudável,
amor e ódio, amistosa.

Às vezes, insiste em gritar,
coloco-lhe limites. Porém,
como uma adolescente,
adora transgredir. 

Assim, vamos crescendo...
Fazendo poesia,
concreta ou não.

De quando em vez,
ela enche o pote.

Então, entorno em lágrimas.


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