terça-feira, 24 de maio de 2022

Mães especiais: mães de pessoas especiais!

 Mães especiais: mães de pessoas especiais é o nome da live que será realizada neste dia 24/05/2022 no canal do Sitraemg - Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais, com a proposta de falar sobre maternidade e autismo. A live contará com a participação das Mães da ONG Céu Azul do Autismo, de Divinópolis/MG, e também com a Vânia, uma das idealizadoras do grupo GIRAFA (Grupo Integração, Reunião e Apoio às Famílias de Autistas), de Guaxupé. Terá uma abordagem educacional, com o vídeo da escritora Fátima Peres, representando a Academia de Letras de Pará de Minas, além de outras participações.

Contará com a participação da ALI - Academia de Letras de Itaúna e da escritora Conceição Cruz, representante da ADL - Academia Divinopolitana de Letras e da ALPM, que falarão sobre a o papel dos escritores no diálogo entre as entidades para inclusão social, inclusive, no que resultou numa obra coletiva, um livro que será lançado em breve, tendo o Sindicato como patrocinador parcial.

Na oportunidade, a escritora Conceição Cruz e outras pessoas farão a proposição de criação e atenção permanente, junto ao Sindicato, do núcleo FADA - Frente de Atenção ao Desenvolvimento do Autismo para melhor qualidade de vida dos filiados, de seus familiares e da comunidade em geral.



sexta-feira, 6 de maio de 2022

Mãe é pura poesia, melodia!

 Conceição Cruz
Cadeira n.º 4







MÃE É PURA POESIA, MELODIA!

 

Lá. Lá. Rá. Lá. Rá. Lá. Lá Rá. Lá.

Mãe é pura poesia!  Pura melodia!  Pura poesia!

No silêncio de seu ser, gera, alimenta...

 

Um dia, liberta do seu ventre, a própria vida também vai ajudá-la a crescer!

Tal qual o Poeta Mor da Criação, a mãe o filho cria!

Ambos são humanas expressões da Divina Poesia!

 

O instinto maternal é divino e profundo!

Os filhos são tão diferentes! Quem nunca ouviu a mãe dizer:

- Filho, você é todo o meu mundo?

 

Como explicar um novo ser?

Sangue do seu sangue? Carne da sua carne?

Ou, uma família - gerados em seu seio - seres tão diferentes?

 

Lá. Lá. Rá. Lá. Rá. Lá. Lá Rá. Lá.

 

Na Humanidade, duas coisas certas: homens sem filhos pode haver...

Mas, todo filho u'a mãe há de ter, em cada canto onde há vida, mesmo no deserto!

Mãe é linda poesia daquelas mais completas!

 

Para expressar-se aqui na terra, até o “EU SOU" uma mãe desejou!

Aos olhos Dela não existe filho ruim!

A virtude de amar faz sempre ver o lado bom do filho! Ah, sim!

 

Como explicar um novo ser? Sangue do seu sangue?  Carne da sua carne?

Ainda que em seu seio não seja gerado - o filho, com certeza, será cuidado e amado!

Mãe é pura melodia!  Pura poesia!  Pura melodia!

 

Lá. Lá. Rá. Lá. Rá. Lá. Lá Rá. Lá.

____________________________________

Letra e melodia: Conceição Cruz

Cifra, partitura, harmonização, arranjos e voz: José Antônio de Sousa Pinto (Grillo)

Consultoria fonográfica: Renata Teixeira

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Pandemia de Amor

Conceição Cruz
Cadeira n.º 4








Estou vivendo em pandemia. 
Pandemia!  Pandemia de Amor!
Estou vivendo em Pandemia. 
Pandemia!  Pandemia de Amor!

Ah! Esse amor que chega sem pedir licença!
Encontra a casa desarrumada.
Estava eu a procurar-me.

Quantas vezes me perdi na multidão?
No meio da balbúrdia, eu via tudo, tudo, menos você!
Que agora, em pleno caos, me aparece!

Estou vivendo em pandemia. 
Pandemia! Pandemia de Amor!
Estou vivendo em Pandemia. 
Pandemia! Pandemia de Amor!

Quando da vida eu nada mais queria
Sem tempo para reflexão aqui me encontro
Será um príncipe ou o “lobo mau”?

O que passou, passou!
A você dedico o meu presente
e o sonho que ainda restou!

Estou vivendo em pandemia. 
Pandemia! Pandemia de Amor!
Estou vivendo em Pandemia. 
Pandemia! Pandemia de Amor!
________________________________________

Letra: Conceição Cruz

Melodia: Rodrigo Campos Alves (RCA)

Cifra, partitura, harmonização, arranjos e voz: José Antônio de Sousa Pinto (Grillo)

Instrumentos: guitarra base/guitarra solo/baixo/programação de bateria/trompete (sintetizado) 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Serena Idade

Conceição Cruz
Cadeira n.º 4





Troquei o medo de envelhecer

pela certeza da melhor idade

amadureci!

 

Cantei a tristeza e o canto, por vezes,

derreteu a dureza do meu ser:

fez-me mais humana! Mais humanaa!

 

Alegria! Alegria!

Banhe todo o meu ser!

Pra que ela se irradie na serena melodia

do que agora sou!

 

Entre os jardins da incerteza,

com perseverança, caminhei.

por isto hoje canto

a magnitude do agora! Ô! Ô! Ô! Agoraaa!

 

Alegria! Alegria!

Banhe todo o meu ser!

Para que ela se irradie

na serena melodia do que agora sou!

 

Você trocou o medo de envelhecer

pela certeza da melhor idade!

Alegria! Alegria!

Banhe todo o seu ser!

Alegria! Alegria!

 

Parabéns prá você!

________________________________________________________________

Letra e Melodia: Conceição Cruz

Cifra, partitura, harmonização, arranjos e voz: José Antônio de Sousa Pinto (Grillo)

Instrumentos: violão de nylon, baixo, percussão 



sábado, 5 de fevereiro de 2022

Oh, Glória!

Conceição Cruz
Cadeira n.º 4


Virei sobrevivente de uma pandemia.

Não foi um trem fácil não!

Você sobreviveu!

Oh! Que alegria!

Não. Não. Não.

Não. Não. Não.

Muita gente não acreditou não!

Não. Não. Não.

Não foi um trem fácil não!

 

E foi tão de repente que a terra parou!

Pois é! Pr’onde é que eu vou?

Fique em casa!

É prá lá que eu vou!

Pois é prá lá que eu vou!

Um vírus varreu os continentes e quase acabou com a gente!

Realidade ou imaginação?

O mundo em comum união!

Amar a todos, sem exceção, foi nossa evolução!

Amar a todos, sem exceção, foi nossa evolução!

Ah, o mal se desfez, o bem prevaleceu!

 

Vou lhe dar milhões de beijos e abraços!

De beijos e abraços!

Glóóóória!  Glóóóória!

Mudou toda a nossa estória.

Glóóóória!  Glóóóória!

Mudou toda a nossa estória!

________________________

Letra e melodia: Conceição Cruz

Cifra/Partitura/Harmonização/Piano: Felipe Vasconcelos Magalhães (Maestro Felipe)

Voz e arranjos: José Antônio de Souza Pinto (Grillo)

Instrumentos: 

guitarra solo/guitarra base/baixo/programação de bateria/trompete (sintetizado)/ganzá


Consultoria fonográfica: Marfiza de França (Magma Produtora)



segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Cinco perguntas para Fátima Peres

José Roberto Pereira
Cadeira n.º 12

A pará-minense Fátima Peres é escritora, jornalista, professora, empresária no ramo editorial e membro da Academia de Letras de Pará de Minas. Nesta entrevista ela esclarece pontos interessantes sobre publicação de livro e escrita. 

JRP-Em qual atividade você se sente mais realizada, como professora, escritora, jornalista, empresária?

FP - Querido José Roberto, essa foi a pergunta mais difícil que alguém já me fez. Mas vou tentar respondê-la por etapas. Bom, sempre gostei muito de escrever. Uma das minhas maiores incentivadoras foi minha primeira professora: Dona Luzia. E, da qual, sinto muitas saudades. Me lembro bem de suas aulas de redação. Ela colocava uma figura no quadro e pedia para que apenas descrevêssemos o que víamos. Depois ela completava: “agora imaginem que vocês fazem parte deste cenário e façam uma linda redação”. Era mágico! Depois tínhamos que ler nossas histórias para os outros alunos. Morria de vergonha. Então sempre fui muito acanhada em expor meus escritos. Por causa disso fui ser jornalista. Uma profissão que amo de paixão. Nela encontrei uma maneira de contar histórias sem precisar me expor tanto. Trabalhei na extinta Gazeta Mercantil. Lá, era responsável por escrever e editar uma página inteira sobre Balanços Ambientais e Sociais. Contava histórias verdadeiras de pessoas que faziam coisas incríveis. Mas era uma linguagem muito empresarial, objetiva e “seca”. Fui uma das últimas jornalistas a sair do jornal quando ele fechou suas portas. Trabalhei também em outros veículos, mas sempre empresariais (revistas e jornais). Antes de me formar em jornalismo havia feito três anos do curso de Letras na UFMG. Mas fui complementá-lo, anos depois, na PUC-Minas e, logo depois, resolvi fazer um Mestrado. Em 2006 acabei entrando para um grupo de pesquisa em literatura de autoria feminina na UFMG. Organizamos/revisamos livros acadêmicos e ainda hoje edito a revista Mulheres em Letras. Queria também ser professora, ensinar as pessoas a arte da escrita, do jornalismo, enfim, a brincar e se encantar com o texto, com as palavras. Assim como Dona Luzia um dia fez comigo. Dei aulas de português, de jornalismo e de planejamento gráfico. Mas os anos foram passando e me tornar uma empresária na área da edição foi apenas uma consequência, resultado de um longo percurso, sempre de amor e paixão pela escrita. Como pode perceber, me realizo com todas essas atividades, sempre.

JRP - Fale um pouco sobre sua editora Todavoz e quem pode publicar por ela?

FP - Brinco sempre com as pessoas que nos procuram: “é preciso nos enxergar com uma lupa”. Somos uma microempresa. Não temos a pretensão de ser uma grande editora, mas uma editora comprometida com pessoas que amam fazer outras pessoas sonharem/viajarem quando contam suas histórias. São essas pessoas que podem publicar pela Todavoz. É isso que torna o ser humano mais próximo ao divino, seres “humanos”, de verdade.

JRP - Quais dicas você daria para quem quer publicar o primeiro livro?

FP - Em primeiro lugar, reúna tudo que você já escreveu. Separe aquilo que considere mais relevante e que vai impactar alguém, seu leitor, mesmo que seja para uma pessoa só. Isso já basta para que o livro que você irá publicar ser de grande importância. Publiquei a biografia da minha mãe quando ela completou 80 anos, com fotos e histórias. Dei a ela de presente e uma cópia para os seus irmãos e irmãs. Foi seu melhor presente. Claro, sem desmerecer os vários outros presentes que ela ganhou nesse dia.   

JRP -Como um autor pode chegar até você?

FP - Me conte sua história, me ligue, me envie um e-mail: todavozeditora@todavozeditora.com.br

JRP - Fale sobre mercado editorial e como ele tem sobrevivido neste cenário pandêmico?

FP - Quando falamos em mercado editorial temos os três lados: do empresário, do escritor (a) e do leitor. Como empresária, acredito que não é só o mercado editorial que tem sobrevivido com restrições neste terrível cenário. Toda nossa economia tem passado por provações e buscando encontrar soluções que minimizem os impactos negativos. Ou, no máximo, tentar sobreviver. O editorial é um deles. Nossa moeda perdeu o valor totalmente e só quem ganha dinheiro nesse país é quem exporta ou mexe com mercado financeiro (bancos, por exemplo). Para o escritor (a) existem ainda algumas oportunidades, como as publicações digitais/autorais, o self-publishing. Quanto ao leitor, este está cada dia mais distante das melhores médias de leitura por indivíduo do mundo. Na Índia, que se encontra em primeiro lugar, por exemplo, são 10,7 horas gastas semanalmente com leitura. O brasileiro, no ranking de 30 países aparece na 27ª posição. Então, seja como for, estamos num momento difícil para o mercado editorial. Resta-nos esperança de dias melhores.

_________________________________

Entrevista realizada por José Roberto Pereira, publicada originalmente no Jornal Diário