6 de agosto de 2026

A Encíclica "Magnifica Humanitas"

Geraldo Phonteboa
Cadeira n.º 14

Cento e trinta e cinco anos depois da Encíclica Rerum Novarum  - Novas Questões - do papa Leão XIII, publicada no ano de 1891, a Igreja Católica, através do papa Leão XIV, traz à tona uma nova Encíclica com orientações sobre como devem se comportar os fiéis católicos diante da realidade. Não se trata simplesmente de rememorar as orientações e princípios contidos na Rerum Novarum. A Magnifica Humanitas de Leão XIV é mais que uma atualização da Rerum Novarum, e isso está claramente dito em sua introdução, quando diz, em seu parágrafo 4 “hoje não podemos simplesmente repetir os seus preciosos ensinamentos, mas devemos pedir a Deus a sabedoria para interpretar as grandes tendências do nosso tempo, em particular os progressos da técnica”. Nesse sentido, a Magnifica Humanitas representa o desejo de “entrar em diálogo com todos os homens e mulheres do nosso tempo, com os quais partilhamos os acontecimentos, as questões e as aspirações da humanidade” (§2).

Deste modo, o papa Leão XIV propõe uma nova reflexão dos desafios que a humanidade apresenta para os cristãos - mas não só para eles - e insere esta reflexão como um caminho, dentro da tradição e do ensinamentos da chamada “Doutrina Social da Igreja”. E como fundamento para o diálogo, o primeiro passo é definir claramente que realidade é esta que é objeto de sua reflexão. Vejam os parágrafos 4, 5 e 6 de Magnífica Humanitas: não se trata de negar a inovação tecnológica, ou os avanços promovidos pela ciência, muito pelo contrário, é compreender e assumir esta realidade e com ela dialogar. E, na medida do possível, estabelecer algum critério ou princípio que possa garantir à humanidade a participação no sentido de responsabilizar-se pelos seus usos e escolhas diante desta realidade, salvaguardando sempre a dignidade da pessoa e a autodeterminação dos povos. Neste sentido, a Encíclica do papa Leão XIV é um apelo ético e cristão ao uso tecnológico de nosso tempo. Não se trata de uma imposição, mas de uma reflexão lúcida, corajosa e, por isso, propõe as questões: “Para onde vamos? Para que meta desejamos orientar-nos? Que direção escolher enquanto comunidade humana e enquanto povos”?

O caminho proposto pela Magnifica Humanitas para responder a estas questões parece simplista e ingênuo, pois baseia-se na dualidade, uma vez que se apresenta a partir de duas imagens bíblicas: a torre de Babel (Gn 11) e a “Reconstrução de Jerusalém” (Ne 1, 2). Mas apenas “parece”, pois ela é simples, mas não simplista, é simples porque se trata de uma escolha: para este ou para aquele caminho. Mas não é simplista, visto que tais escolhas exigem responsabilidade, compromisso e acima de tudo, assumirmo-nos como sujeito de nossa própria história - sujeito aqui não é o indivíduo, mas a coletividade, a humanidade. E que, na perspectiva da Igreja cristã, para os cristãos, requer assumir que tal escolha considera a ação do Espírito Santo que é a própria ação de Deus a conduzir o “seu povo”. Ao propor essas duas imagens, não há ingenuidade, há uma postura consciente e deliberada - portanto, responsável - não de negar a realidade tecnológica -  que não é nem bem, nem mal, nem boa, nem ruim em si mesmas - mas que podem estar a serviço da humanidade, respeitando a diversidade (de línguas, de conhecimento, de culturas, de saberes), no sentido de melhorá-la (santificá-la) ou pode estar a serviço da dominação, do controle, do aprisionamento do outro (sua condenação) (§ 8 ao 
§10).

Diante desta dualidade apresentada, a escolha da “nova” Encíclica do Papa é clara. É a escolha da “corresponsabilidade corajosa” onde “todos possam florescer” (§ 13) e que todos possam (re)construir juntos - cientistas e estudiosos, empresários e trabalhadores, educadores e legisladores, sociedade civil, movimentos populares e comunidades de fé. E aqui se apresenta mais uma argumento que reforça esta “corresponsabilidade corajosa”: a clareza de que não será uma caminho fácil, pois cheio de incertezas, de adversidades, de tensões, mas que a responsabilidade comum (corresponsabilidade) pode enfrentar e se converter em “força criativa” (§13). Esta “força criativa”, no entanto, pressupõe alguns princípios, que são, nada mais, nada menos, os princípios éticos, que na Encíclica foram traduzidos para a orientação dos cristãos pertencentes à Igreja católica, expressas através da “defesa da dignidade da pessoa, a destinação universal dos bens, da opção pelos pobres, do cuidado com a casa comum e da paz (§14).

Delineadas as bases das orientações e reflexões, a Magnifica Humanitas aprofunda seus temas em cinco capítulos, que são, por si, subsídios para o diálogo proposto pelo Papa para a Igreja, para os cristãos e com todos os homens e mulheres de boa vontade. Poderíamos dizer que, nesses capítulos, o Papa está convocando as famílias para a reconstrução dos muros da "Nova Jerusalém” que, no nosso tempo, é também simbólica, principalmente se considerarmos os últimos acontecimentos na Palestina e no Estado Sionista de Israel.

Antes de encerrar este pequeno texto, que na realidade é um convite à leitura deste novo documento da Igreja Católica (leia na íntegra aqui), faz-se necessário reafirmar que a Inteligência Artificial e todos os demais avanços tecnológicos vivenciados por nós hoje, não são tecnologias neutras, necessitam, portanto, mais do que normatizações, necessitam de criticidade e de responsabilidade em seu uso para que a dignidade humana seja preservada, cuidada e salvaguardada, independente de sua denominação religiosa.

Paz e bem!

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Imagem: Foto Oficial do Papa Leão XIV / Divulgação Vaticano 

5 de agosto de 2026

O que Hiroshima ensinou à ficção científica sobre o medo do colapso

Eduardo Rodrigues
Cadeira n.º 16

Na literatura de ficção científica, o olhar de um observador alienígena tenta decifrar por que flertamos de forma tão natural com o nosso fim

Oito décadas atrás, a humanidade, pela primeira vez, percebeu que a possibilidade da autodestruição se concretizara. Em frações de segundos, cerca de 80 mil desavisados habitantes de Hiroshima foram vaporizados por uma onda de calor que beirou os 4.000° C (para efeito de comparação, a temperatura na superfície do Sol fica em torno de 5.500º C). Embora outros eventos bélicos tenham causado mais mortes e destruição em termos absolutos — como o Cerco a Leningrado, que matou mais de 1 milhão de civis em 900 dias, seja pelos bombardeios, pela fome ou frio; ou a lendária Batalha de Stalingrado, que em 5 meses de combate ceifou a vida de 2 milhões de pessoas —, Hiroshima estabeleceu um marco por sua aterradora eficiência.

À invenção da bomba atômica se seguiu a da bomba nuclear, infinitamente mais poderosa. Felizmente, mas não sem alguns perigosos solavancos, novos ataques com bombas, atômicas ou nucleares, não se concretizaram desde então, poupando-nos da tenebrosa perspectiva de um “inverno nuclear” que dizimaria nossa civilização. Antes, porém, de celebrarmos o altruísmo e a sensatez dos líderes mundiais de 1945 para cá, devemos levar em conta que o lado sombrio dessa realidade provavelmente reside no conceito da “destruição mútua assegurada”. Em outras palavras: nenhuma potência usou uma arma nuclear contra um rival porque saberia que a reação seria tão ou mais devastadora. Mesmo assim, a Guerra na Ucrânia e a perene tensão no Oriente Médio impedem que o receio do uso de armas nucleares se dissipe no horizonte.

Estamos próximos do fim do mundo 

Para nosso infortúnio, o medo de nosso colapso civilizacional é alimentado por mais fontes. Uma delas são os eventos climáticos extremos — resultados de nossas próprias ações contra o meio ambiente — que, em termos de energia total liberada, são exponencialmente mais potentes que um artefato atômico. Um furacão de Categoria 5 equivale a explosão de 10 mil bombas; o abalo causado pelo tsunami do Japão em 2011 liberou a energia de 600 milhões de bombas de Hiroshima.

Outro elemento dessa soturna lista são as armas biológicas. Comparativamente mais baratas de produzir, quase impossíveis de se rastrear e de se controlar depois de liberadas, elas carregam um potencial de devastação incalculável. Vide a toxina botulínica, teoricamente capaz de matar 1 milhão de pessoas com apenas 1 grama de sua forma pura devidamente dispersa e inalada.

Se já não bastasse, neste século, novos itens foram adicionados ao rol de ameaças: as tecnológicas. Uma inteligência artificial geral que se torna incompreensível e foge do nosso controle; armas letais autônomas que iniciam um conflito de grande escala; manipulação genética; desinformação em massa destruindo a confiança nas instituições: as probabilidades são inúmeras.

O futuro em xeque

O curioso, no entanto, é que essa lista é composta de ameaças criadas, direta ou indiretamente, por nós mesmos. Diante disso, o que diria um observador isento, imagine um alienígena dotado de um pensamento puramente lógico? Como ele reagiria ao perceber com que facilidade nós, os homens sábios, racionalizamos nossos atos de destruição em massa e continuamos desenvolvendo artefatos que podem acabar com nossa civilização? Ou por que prosseguimos consumindo, num ritmo insustentável, os recursos naturais cruciais para nossa sobrevivência?

Em meu livro “V4T3R - Parte I: O Basilar e o Padre”, especulo um pouco sobre o comportamento desse observador isento e racional. Trata-se de um Basilar, membro de uma civilização muito mais evoluída, que se interessa pela Humanidade e suas incongruências. Sua curiosidade é tão profunda que o alienígena constrói um dispositivo que o permite se projetar na consciência de um humano para tentar entender intimamente como funciona nosso comportamento.

O primeiro hospedeiro do alienígena é um padre, em 2072. O mundo foi arruinado por mais de uma década de catástrofes climáticas, resultantes da nossa incapacidade de lidar com o assunto e nossa tendência a normalizar eventos traumatizantes. Já o sacerdote vive num ambiente desolado — uma pequena comunidade estabelecida nas ruínas de uma cidade — e trava um sério conflito interno com sua fé devido a uma tragédia pessoal. No entanto, mesmo diante de tantas adversidades, o eclesiástico consegue se manter fiel a suas decisões passadas e perseverar, desviando-se do caminho fácil do fatalismo.

Tudo isso impressiona o viajante interdimensional, que testemunha, de uma perspectiva única, o resultado de nosso impressionante colapso civilizacional. Antes de se projetar na consciência do padre, V4T3R já havia se surpreendido com as atitudes destrutivas dos humanos em relação ao planeta e ficara intrigado com o fato de nos considerarmos criaturas racionais. Considerando nossa tendência em racionalizar o irracional, creio que o alienígena não está errado.

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Imagem: criada por IA generativa  

18 de julho de 2026

Quem são os grupos participantes do Sarau Livre Vozes Poéticas – Encontro de Vozes, no 12º Festival de Arte e Cultura de Pará de Minas?

Só Mentes - O Só Mentes é um grupo de rap de Pará de Minas formado por WJ, WMC e Preto Black. Com mais de dez anos de trajetória, desenvolve um trabalho autoral marcado pela composição própria, identidade artística e compromisso com a cultura hip-hop. Além da atuação nos palcos, o grupo também contribui para o fortalecimento da cena musical independente da região por meio da produção musical realizada por Preto Black, responsável pela gravação e produção de artistas locais. Sua trajetória consolida o Só Mentes como uma importante referência do rap independente em Pará de Minas.

 

DiverCidade - O Coletivo DiverCidade de Pará de Minas é um movimento dedicado à promoção da diversidade, da inclusão e dos direitos humanos. Desenvolve ações culturais, educativas e esportivas voltadas ao combate à discriminação, à valorização da população LGBTQIA+ e ao fortalecimento da cidadania. Por meio de eventos, intervenções e atividades comunitárias, promove o diálogo, o respeito às diferenças e a participação social, contribuindo para uma cultura de inclusão e convivência democrática no município.

 

Associação Étnica Dandara - Fundada em 2017 em Pará de Minas (MG), atua na promoção da igualdade racial, na valorização da cultura afro-brasileira e no combate ao racismo. Coordenada por Maria Aparecida Silva (Cida Penha) e presidida por Arlete Maria dos Santos Silva, desenvolve rodas de conversa, oficinas, celebrações e apresentações culturais que preservam e difundem a memória, a identidade e as tradições afro-brasileiras. Ao longo de sua trajetória, a associação tem fortalecido o cenário cultural de Pará de Minas, promovendo o respeito à diversidade e contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

 

Grupo de Teatro ReVerso – organizador, com a Academia de Letras de Pará de Minas - O ReVerso é formado por Carmélia Cândida, José Roberto Pereira, Marcilene Tavares e Wilsinho da Floresta. Desde 2015, desenvolve espetáculos e ações culturais que integram teatro, música, literatura, poesia, contação de histórias, oralidade e memória comunitária. Seu repertório reúne produções para públicos infantil e adulto, com destaque para Dona Baratinha, Quarto de Criança e o projeto Poesia com Cachaça. O grupo atua na valorização da cultura popular, da formação de público e da democratização do acesso à arte, promovendo experiências cênicas que aproximam diferentes linguagens artísticas, gerações e comunidades.


A 7ª edição do Sarau Livre Vozes Poéticas – Encontro de Vozes, será realizada no dia 1º de agosto de 2026, às 16 horas, na praça Torquato de Almeida, centro de Pará de Minas. Evento gratuito!

17 de julho de 2026

Academia de Letras de Pará de Minas - ALPM e Grupo de Teatro ReVerso unem forças para realizar edição especial do Sarau Livres Vozes Poéticas no 12º Festival de Arte e Cultura de Pará de Minas

Grupo em reunião na ALPM

O Sarau Livres Vozes Poéticas, projeto da Academia de Letras de Pará de Minas inaugurado em 2021, sob a responsabilidade dos acadêmicos Carmélia Cândida e José Roberto Pereira, será uma das atrações do 12º Festival de Arte e Cultura de Pará de Minas. Nesta edição, a realização passa a ser compartilhada entre a Academia de Letras de Pará de Minas e o Grupo de Teatro ReVerso, como parceiros da Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Institucional, fortalecendo a proposta do projeto e ampliando seu alcance por meio da participação de importantes coletivos culturais do município.

Com o tema Encontro de Vozes, o sarau reunirá, além da Academia de Letras e do Grupo ReVerso, o Movimento DiverCidade (coletivo LGBTI+), a Associação Étnica Dandara e a banda de rap Só Mentes. A proposta é construir um encontro em que diferentes trajetórias, identidades, linguagens artísticas e manifestações culturais compartilhem o mesmo espaço, preservando as características próprias de cada grupo e valorizando a diversidade que compõe a produção cultural de Pará de Minas.

A literatura continua sendo o ponto de encontro, dialogando com a música, o teatro, o rap, a oralidade e a cultura popular. Ao longo do sarau, as manifestações dos grupos se alternam e, em diferentes momentos, a roda também se abre para a participação espontânea do público, que poderá compartilhar poemas, músicas, histórias ou qualquer outra forma de expressão artística.

Na última terça-feira, 14 de julho, representantes dos grupos participantes reuniram-se na sede da ALPM para o primeiro encontro de integração e alinhamento da proposta artística. A reunião marcou o início da construção conjunta do sarau, que seguirá com ensaios nas próximas semanas.

A parceria entre a Academia de Letras e o Grupo ReVerso marca uma nova etapa do Sarau Livres Vozes Poéticas, fortalecendo a articulação entre coletivos culturais do município e reafirmando o compromisso das duas instituições com a promoção da literatura, da cultura e da participação comunitária.

A apresentação, gratuita, será no dia 1º de agosto, às 16 horas, na Praça Torquato de Almeida, no centro de Pará de Minas. Toda a comunidade está convidada a ocupar a roda, compartilhar a palavra e celebrar a riqueza das muitas vozes que formam a cultura da cidade.

8 de julho de 2026

Pausa

Márcio Simeone
Cadeira n.º 8


Ao abrigo do frio do inverno, chega o antigo Quintilis, tornado louvor ao poderoso César. O sol não tem pressa de escalar o céu vestido de cetim azul e as noites seguem roubando impunemente um pedaço da tarde. Mas o céu noturno parece mais limpo e mais profundo, como se pudéssemos ver quase todo o universo. É uma extensão do tempo: julho prolonga as festas e celebrações populares do seu antecessor, recebendo com generosidade e animação o que lá não cabe. É o mês que abre as portas das escolas, derramando crianças por toda parte, livres e barulhentas. Quase tudo sai de seu lugar. O julho da minha meninice sempre pareceu lento e suave, um intervalo preguiçoso no cotidiano, aberto a outros fazeres e a outro pensar. Um tempo com menos obrigações, convite ao sono, às reparações e às brincadeiras sem tempo, mas também aos passeios. Veio a ser depois um período de leituras, artes e festivais, tempo de enriquecer experiências, de abraçar outras ideias, perto ou longe - viagens de corpo ou de alma, como se a vida coubesse toda num longo feriado e tudo pudesse ser só poesia.

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Imagem: Criada por IA generativa 

1 de julho de 2026

Academia de Letras de Pará de Minas recebe Moção de Aplausos da Câmara Municipal

A Academia de Letras de Pará de Minas recebeu, no dia 26 de junho de 2026, em sessão solene da Câmara Municipal, uma Moção de Aplausos, de iniciativa da vereadora Irene Melo Franco, em reconhecimento à realização da 1ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, promovida entre os dias 7 e 10 de abril deste ano.

A homenagem reconhece o êxito da iniciativa, realizada sob o tema "Quando a Literatura te Abraça", e seu relevante impacto na promoção da literatura, na formação de leitores, na valorização dos autores e no fortalecimento da vida cultural de Pará de Minas.

Em sua justificativa, a moção destaca que a Festa Literária foi concebida em sintonia com os princípios da gestão cultural contemporânea, promovendo ações voltadas à democratização do acesso à cultura, à valorização da produção literária local e ao intercâmbio entre escritores, artistas e público. A programação reuniu autores de projeção nacional e regional, integrando literatura, música e performance em uma proposta que fortaleceu a identidade cultural e o patrimônio imaterial do município.

O texto também ressalta o alcance social do projeto, por meio das ações itinerantes de mediação de leitura realizadas junto à rede pública de ensino, contemplando estudantes em situação de vulnerabilidade social, do fortalecimento dos clubes de leitura locais e da distribuição gratuita de livros, ampliando o acesso à leitura e incentivando a formação de novos leitores.

Ao conceder a homenagem, a Câmara Municipal reconheceu, ainda, o trabalho dos idealizadores e organizadores da Festa Literária, Carmélia Cândida e José Roberto Pereira, estendendo o reconhecimento a todas as acadêmicas e todos os acadêmicos da Academia de Letras de Pará de Minas, pela dedicação à difusão da literatura e ao fortalecimento da cultura no município.

 

Vereadora Irene Melo Franco entrega a moção à presidente da ALPM Carmélia Cândida, ladeadas dos acadêmicos Eduardo Rodrigues, Vanessa Faria, Lígia Muniz, José Roberto Pereira e Andréa Moreira.

 

Além de celebrar o sucesso de um evento, a Moção de Aplausos reafirma a importância da literatura como instrumento de formação humana, de preservação da memória e de transformação social. Representa, também, o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente, com o apoio de escritores, artistas, instituições parceiras, voluntários e de um público que acreditou e participou dessa iniciativa desde sua concepção.

A Academia de Letras de Pará de Minas agradece à Câmara Municipal e à vereadora Irene Melo Franco pela homenagem, recebida com alegria e gratidão. Que esse reconhecimento fortaleça o compromisso da instituição de continuar promovendo ações que aproximem a literatura das pessoas, valorizem os escritores e contribuam para o desenvolvimento cultural de Pará de Minas.