24 de setembro de 2020
20 de setembro de 2020
ALPM, Parabéns!
ALPM - Academia de Letras de Pará de Minas é um marco da
Literatura viva! Comemoramos seus 23 anos no dia
Presente! Os queridos imortais Dirceu
Mendonça e Sílvio Lage
Vivenciaram a sua criação! E tantos outros
Ilustres escritores participaram do
Nascimento desta renomada instituição. Foram
Treze: Hernani Almeida, Márcio Simeone, Paulo Santos, Ana Cláudia e
E Júlio Saldanha, Valmir José, Pedro Gonzaga, Roberto Neves.
E ainda: Lígia Muniz, Hila Flavia, Terezinha Pereira... O
Trabalho eternizado nos cadernos literários, nos livros, nos jornais...
Registrado nas noites de poesias, nos saraus, nas peças teatrais.
E também nos bianuários, nas visitas escolares,
Sem falar dos cafés literários e do
Âmago de nossos corações!
Naturalmente,
Outros tantos anos virão e a
Sociedade continuará a sorver os seus sábios frutos!
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20 de setembro, aniversário de fundação da Academia de Letras de Pará de Minas
16 de setembro de 2020
Escrever...
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No Facebook: https://www.facebook.com/emdiacomapoesia12 de setembro de 2020
Pipoca e as sementes mágicas
No final do século passado, numa próspera fazenda, na região centro-oeste do interior de Minas Gerais, próxima a São José da Varginha, nasceu uma menininha apelidada de Pipoca pela família. Ela era forte! Parecia uma bezerrinha mimada!
Já mocinha, laborava na roça, ajudava na colheita do milho. Gostava de animais, da roça, de cheiro de mato, de água fresca, enfim, de morar na fazenda. Quando ia à cidade, ficava preocupada ao ver como as pessoas estavam cada vez mais tristes, mais estressadas!
Um dia, ao percorrer os pastos, voltando para casa bem à noitinha, viu uma luz migrar de um ponto a outro: uma tocha de fogo!
Por aqueles arredores, corria um boato de que aquilo era a famosa Mãe do Ouro, mudando o precioso metal de lugar. Acreditavam, porém, que se alguém se deparasse diretamente com aquela força, desmaiaria e até morreria.
Para evitar que as pessoas daquele lugarejo desmaiassem ou morressem, pois ninguém sabia onde aquela luz apareceria de novo, resolveu procurar as autoridades na capital para relatar o ocorrido. Qual não foi a sua surpresa ao ver que as pessoas morriam de rir ao ouvir a sua história e, principalmente, de seu sotaque interiorano, de seu modo de falar. Diziam que aquilo parecia “causo” de pescadora.
– Fantasia! Isto não existe!
Ela andou, andou, andou. Cansou-se. Voltou para casa. Continuava pensativa ao ver tantas pessoas já sem brilho no olhar, onde a rotina parecia lhes consumir o dia, as horas, o tempo, a vida... Novamente, a Luz apareceu dentre as pastagens. Pipoca fixou bem aquele ponto.
No outro dia, bem cedinho, foi àquele local.
Curiosamente, encontrou várias árvores frondosas, de floração amarela: pareciam cobertas de ouro! Maravilhou-se com a beleza do colorido das flores. Respirou profundamente! Sentiu a magia da natureza, da mansa brisa, do perfume delicioso e delicado que pairava no ar...
Observou que as flores lembravam sorvetes, bonecas e até mesmo caras de palhacinhas com chapéus. Ficou ainda mais feliz! Percorreu o campo. Colheu um pouco de tudo. Em casa, colocou o milho na panela. As pipocas pululavam juntamente com suas ideias...
– As pessoas riem dos fatos que ocorrem por aqui!
À noite, enquanto dormia, sonhou com a tocha de fogo flutuando sobre a sua cama e lhe dizia:
– Não tenha medo! Que tal você ser “A Pipoca”?
Acordou cedo.
Viu que a sua casa estava coberta de flores amarelas: todo o telhado, em volta da casa, o quintal todinho! Tudinho! Ficou intrigadíssima!
– Parece que a tocha trouxe com ela um vendaval perfumado. Está tudo “coalhado” de lindas flores também na realidade!
Passou vários dias em êxtase com aquele cenário enquanto meditava...
Voltou ao local onde havia visto a Luminosidade.
Deitou-se debaixo de uma árvore frondosa. Quantas flores!
– Como é possível: toda esta beleza ser fruto de uma única semente?!
Ficou de pé. Abraçou o tronco. Agradeceu a árvore!
– Sinto uma Paz imensa quando estou aqui!
– Semente! É preciso SER MENTE!
Refletiu. Lembrou-se das pessoas nas cidades...
– Quanto concreto, poluição, ruídos, trânsito! Asfalto fervente! Calor! Quanto calor! Quanta aridez! Quando chove, a água derruba as casas... Não estaria faltando planejamento urbano-ecológico? Qual seria a proporção ideal de verde para cada ser vivo? Será que cada pessoa poderia ser responsável ao menos por uma árvore?
A noite veio chegando devagarinho, devagarinho...
Beijou algumas árvores e várias sementes caíram em sua cabeça. Ela as recolheu e foi para casa.
No outro dia, foi à cidade, pensando:
– O que é ser Pipoca? O que será isto?
Vou perguntar às pessoas. Saiu pela cidade.
– Ah! Isto é palhaçada! Onde já se viu uma pergunta destas?
Os transeuntes se afastavam sorrindo, abanando a cabeça.
Num domingo, enquanto fazia a sesta, recostada sob uma daquelas árvores, lembrou-se do sorriso das pessoas, das suas reações.
– Ser pipoca? Isto é uma palhaçada! Então é isto!? Já que, falando, consigo fazer as pessoas sorrirem, a partir de hoje serei “A Palhaça Pipoca”!
Preparou então o circo. Afinal, as pessoas nem sabem o motivo de se comer pipoca no cinema! Que circo diferente! Pipoca contou várias histórias! Dentre elas, a história da Mãe do Ouro. No final de todas as apresentações, doou sementes para a criançada e explicou:
– São sementes mágicas! Plante-as! Regue-as, com carinho todos os dias! Quando estiverem crescidinhas, quase do seu tamanho, você deverá doá-las.
– Se são mágicas, qual o motivo para doá-las?
– Aí está a magia... Faça e verá!
Eni assistia atentamente ao espetáculo. Plantou. Cuidou. Mais tarde, doou. Recebeu também outra plantinha. Um dia, precisou mudar de cidade para trabalhar. Comprou um apartamento na região do Prado, em Belo Horizonte. Fixou a arvorezinha defronte à sua casa. Cuidava dela todos os dias, apesar da correria diária.
A árvore cresceu.
Eni acostumou-se à aridez da cidade. Já não olhava mais nos olhos das outras pessoas enquanto falava, andava cabisbaixa, mal cumprimentava os outros. Respondia não mais por educação e, sim, por obrigação. Um dia, estava estafada. Seu olhar perdeu o viço, ficou sem brilho. Começou a folhear um livro.
De repente, um vento assanhou as cortinas. Ela chegou até a janela para sentir melhor o frescor da brisa. Ficou perplexa! Começou a rir! A árvore estava coberta de flores...
Num piscar de olhos, voltou à infância. Lembrou-se da história da Mãe do Ouro!
– Hummmmm! Árvores de flores amarelas...
Lembrou-se de sua melhor amiga, aquela que um dia havia lhe presenteado com aquela plantinha, nascida das sementes que Pipoca espalhara... Procurou a amiga. Há muito não se comunicavam! Marcaram um encontro. Compartilharam lembranças, sonhos, experiências... Fizeram projetos! Relembraram a infância e as histórias...
Enquanto olhavam para a reluzente copa dourada da árvore, quase desmaiaram... de tanto rir! Não viam sorvetes. Enxergaram cabeças e chapéus de palhaças. Aos milhares. E milhares... E sorriram!
Seus corações encheram-se de alegria!
Sentiram uma Paz imensa!
Suas faces ficaram iluminadas!
Uma sombra fresca aplacou o calor do asfalto. Recolheram as sementes para repassá-las aos amigos, tal qual elas receberam um dia.
– Amizade!
– Mãe do Ouro...
– Quanta sabedoria! Mãe de todas as riquezas!
– Ser mãe também significa amar... E amar é cuidar!
– Sim! Cuidar do meio ambiente é expressão de gratidão e forma de declarar o nosso amor por tudo e por todos!
Descobriram a magia!
– Afinal de contas, onde estará Pipoca? Perguntam-se.
– Não importa! Vamos ajudar Pipoca a espalhar a Boa Nova!
Dizem que ela já percorreu o mundo várias vezes, doando seu carinho, seu cuidado e atenção, com seu jeitinho mineiro de ser, contando seus “causos”, propagando a história da Mãe do Ouro, permitindo que as pessoas possam fazer ressignificações das histórias e de suas vidas... Levou estas e outras sementes: por causa delas, amigas e amigos reencontraram-se e colhem juntos até morangos no deserto!
Uma semeadora incansável! Semeou. Semeou. E semeou.
Dizem que ainda trabalha incessante para alcançar seu objetivo: um mundo onde todos são felizes!
Para muitos, Pipoca tornou-se símbolo de diversão e de alegria: nas cidades, vê-se grande quantidade de verde, de parques... E flores de várias tonalidades! Sombra! Frescor! Inclusive, nas avenidas das grandes cidades!
E agora, em quase todas as ruas, árvores enfeitadas com flores-palhaças!
Onde já se viu?
Dizem que pipoca ainda anda por aí e continua fazendo suas perguntas:
– E você? Qual é o seu grande objetivo? Que tipo de sementes tem distribuído? Como está a sua cidade?
Por onde Pipoca andou deixou não somente a palavra, mas também a ação... Em cada canto, o mundo está ficando cada vez mais fraterno, mais amigo!
O mundo está cada vez mais verde!
Ou será que Pipoca ainda não passou por aí?
Ou vocês nunca leram ou ouviram a história “Pipoca e as sementes mágicas”, escrita há mais de uma década, na Primavera de 2004?
8 de setembro de 2020
Um tempo que virá
Contam de um novo mundo
Que está para chegar
De um tempo que virá
Após um período nebuloso
De dias e noites difíceis
Tudo vai passar
Voltarão os encontros
Risadas jogadas ao vento
Os abraços ternos e apertados
Conversas ao pé do ouvido
Beijos quentes e estalados
Nossos sentimentos
Estarão aprimorados
Os sentidos, mais aguçados
Os desejos, mais veementes
Será grande a fome de viver
De aproveitar cada momento
De sentir tudo intensamente
Recuperar o que foi perdido
De rezar, se rejubilar, agradecer
Um novo tempo para amar
Como nunca amamos antes
Para cuidar mais dos nossos afetos
E, da vida, sermos grandes amantes
De usar o que aprendemos
De dar mais valor ao que temos
De sermos pessoas melhores
Feridas, mas recuperadas
Mais unidas, menos ensimesmadas
Esse tempo vai chegar
Tenhamos serenidade, paciência
Acalmemos nossas aflições
Tenhamos um olhar de resiliência
Contam de um novo mundo
Um tempo que virá…
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Este poema foi escrito para o concurso “Poemas para depois do amanhã”, que teve como proposta sonhar o futuro, idealizar o mundo que queremos construir quando a pandemia passar, visando despertar empatia e esperança no inconsciente coletivo.
5 de setembro de 2020
Almas em conflito
Falamos como doutores a teu respeito e nem sabemos decifrar nosso próprio coração...
Perdoa nosso palavreado vazio de intimidade, nossas certezas a teu respeito, nossa auto-suficiência...
Ajuda-nos a experimentar, em nossa própria vida, tua graça redentora, teu amor insondável e a falar de ti, como quem murmura de saudade...
Abençoa nossos trabalhos, nossa caminhada, nossa vida...
Faze-nos homens e mulheres do Espírito, pessoas que cultivam a profundidade de todas as coisas e vivem em permanente referência a ti,
Mistério Infinito...
Amém!”
1 de setembro de 2020
MEMÓRIAS DA ALPM: Quando entrar setembro...
A Academia de Letras de Pará de Minas tem publicado uma coletânea em formato de jornal, chamada "Cadernos Literários" para difusão dos trabalhos de seus integrantes. A edição de setembro de 2015 teve como tema "Quando entrar setembro...". Baixe AQUI o fac-símile desta edição.






