Meu janeiro é um mês livre, solto e flutuante no calendário, impreciso e desobrigado nos relógios. Inaugural, na aguardada suspensão de tudo o que pode esperar. Muitos janeiros passam em minha mente em câmera lenta, principalmente os das férias na infância e suas desobrigações. Mais tarde, muitas páginas em branco nas novas agendas, quando eu as tinha em papel, mas adivinhando os compromissos vindouros. Representa um tempo que começa com propósitos, promessas e presságios. Tudo está úmido, colorido, musical e exuberante. É como se eu caísse num transe de luz e calor, com duração exata, hipnótica, sem o rigor do tempo, contemplando o deus de duas faces. Minha energia transborda, inquieta, entre sonhos e realidades, numa forma suave de expansão, reconexões e recomeços.
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