31 de dezembro de 2025

Ponte

Conceição Cruz
Cadeira n.º 4


Prestes a atravessar a ponte para o novo,
o velho ano agita-se em despedidas e em retrospectivas... 
De antemão, o novo também será ponte  para esticar 
o dia Mundial da Paz.

Entre anseios e perspectivas de ações,
inclusive bélicas, segundo previsões escritas no céu,
reserva-se a mudança: o que é para sempre?
O que é para sempre?

O calendário muda.
As estações, os dias, as horas mudam!
Então, que venham as mudanças 
e seus sábios ensinamentos!

Que saibamos atravessar as pontes
para  nos deliciarmos com as mudanças...
Se não boas, saibamos, ao menos,
colher seus resultados para reescrevermos tudo de novo! 

E de novo
novaMENTE!


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Queridos leitores, que 2026 seja repleto de mudanças e de profundo aprendizado, com muitas bênçãos e profícuos resultados.
Grande abraço.
Conceição Cruz 

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Imagem criada por IA generativa

 

30 de dezembro de 2025

Réveillon

Eduardo Rodrigues
Cadeira n.º 16


Um momento singular
Fim e começo se encontram

Nos últimos avanços dos ponteiros
Sofrimentos se dissolvem
Tristezas se dispersam

Nos primeiros avanços dos ponteiros
Esperanças renascem
Alegrias se renovam

Tudo é possível novamente

Sejamos felizes!

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Imagem: criada por IA generativa


 
 

28 de dezembro de 2025

Vejo e enxergo

Geraldo Phonteboa
Cadeira n.º 14

 
Mesmo que eu ponha os olhos sobre as coisas
Meus olhos veem, mas nem sempre enxergam.
Quase sempre meus olhos ficam nas aparências
E só com muita insistência se consegue enxergar.

Nem céu, nem mar, mar e céu no mesmo lugar
Nem água, nem fogo, transformação para todo lugar
Nem terra, nem ar, apenas vida a brotar.
O mundo assim a criar.

Quando versos escrevo, quando não posso falar
Vejo a história que nasce e se funde 
Com água, fogo, terra e ar, nesse palavrear.
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 Imagem: pngtree.com
 
 

 


27 de dezembro de 2025

Por entre as montanhas de Minas

Paulo Roberto dos Santos
Cadeira n.º 17

Música e letra do acadêmico Paulo Roberto dos Santos e Mano Men:

 



24 de dezembro de 2025

O presépio de lá de casa

Regina Marinho
Cadeira n.º 6

Uma vez, quando éramos bem pequeninos, uma história linda nos foi contada. Desde então, a cada final de ano, a mesma história se repetia, trazendo-nos sentimentos de alegria e desejo de união e paz aos corações.

Crescemos ouvindo, vendo e sentindo essa história tomar forma num canto da sala, onde mamãe criava uma cena rupestre com papel, panos e saco de linhagem. Depois, ia posicionando peças de gesso coloridas que representavam Maria, José, os pastores, as ovelhas, o boi, o burrinho, o galo, o anjo e a estrela. Cada peça era cuidadosamente colocada nesse cenário rudimentar.

Bem no topo da “montanha”, ficava uma armação de madeira como fosse um estábulo. Os magos, que a tradição religiosa chamou de reis e lhes deu os nomes Gaspar, Belchior e Baltazar, só chegariam muitos dias depois do nascimento do menino. Por esse motivo, ficavam no sopé do “monte”, para mostrar que ainda percorreriam um longo caminho. Meus irmãos e eu íamos ajudando neste processo, pra que o presépio ficasse lindo de viver!

Os demais personagens tinham lugares definidos. Maria e José ficavam dentro do pequeno estábulo, ansiosos e atentos à chegada do momento tão esperado. Junto deles, também ficavam o boi e o burrinho, pois, segundo mamãe, o bafo quente destes animais é que aqueceu o ambiente, trazendo calor para aquela noite fria, tão distante no tempo e no espaço, mas tão viva dentro da gente.

No nascimento de Jesus, cada personagem manifestou, à sua maneira, a alegria pela vinda do menino. Assim, o anjo e o galo foram os primeiros a comunicarem a boa notícia. O anjo avisou aos pastores da chegada do salvador prometido, e o galo, com seu canto vibrante e potente, fez o anúncio às demais criaturas antes mesmo do dia clarear.

Aqui e ali, outras peças iam se somando. Os pastores ficavam bem perto do estábulo, pois foram os primeiros a chegar, conforme nos diz o relato bíblico. Levavam consigo algumas ovelhas: as mais grandinhas podiam ficar um pouco distantes, pois já reconheciam seu pastor e não corriam o risco de se desgarrarem, mas as novinhas, coitadinhas! eram ainda muito ingênuas. Por isso, os pastores as levavam consigo, pra que se familiarizassem com seu cheiro, atendessem a seu chamado e aprendessem a segui-lo. Suspeito que esses venturosos pastores sabiam de algo importante muito antes de nós: que aquele que nascia e vinha, em nome do Senhor, seria um bom pastor. Ele chamaria suas ovelhas pelo nome, e elas reconheceriam sua voz e seu cheiro. Se acaso umazinha que fosse se perdesse, ele a buscaria onde quer que estivesse e haveria alegria genuína por este reencontro!

A estrela do oriente é também um símbolo importante no presépio. Apareceu no céu, de onde os magos puderam vê-la, cada qual na sua terra. Resplandecente, ela foi a mensageira celeste da boa notícia para aqueles observadores do céu e seus sinais. Mas, diferentemente dos pastores, que se reconheceram na simplicidade do recém-nascido, os magos acreditavam que a estrela lhes revelava o nascimento do rei dos judeus. Mas aquele pequenino, que depois encontraram envolto em faixas sobre uma manjedoura, local onde se coloca o alimento dos animais no estábulo, seria bem diferente das realezas terrenas. Chamaria a Deus de Pai e falaria de seu reinado, no qual ninguém seria excluído. Essa estrela foi a guia dos magos até a gruta de Belém.

Depois de montado o presépio, no primeiro domingo do advento, apenas uma peça, a mais importante, a que expressa o sentido de todo o cenário, ficava de fora: o menino na manjedoura. Quando alguém manifestava estranhamento, mamãe explicava que o menino ainda não havia nascido e só chegaria na noite do Natal. Dessa forma singela e mística, ela nos introduzia no mistério da encarnação de um Deus que, por amor, se fez tão pequenino, para carregar em si a humanidade inteira.

Feliz Natal!

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Imagem de freepik.com 

 


 

21 de dezembro de 2025

Os Reis Magos

Lígia Muniz
Cadeira n.º 13


Três bons reis de longe vieram

para saudar Jesus pequenino

eram magos, sábios eram

e sentiram o Deus-Menino.

 

O primeiro trouxe ouro

dizendo a Jesus: - sois Rei.

O segundo trouxe incenso

e disse: glória ao pequeno Deus!

 

O terceiro ofertou mirra

lembrando que Jesus salvaria

da morte, todos os homens,

para a eterna alegria.

 

Jesus, eu quero ser também

o quarto, dos sábios magos

e em seu presépio ofertar

minha vida toda ao seu lado.

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Imagem: https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/reis-magos-png

 


 

20 de dezembro de 2025

O anjo que do céu desceu

Geraldo Phonteboa
Cadeira n.º 14
 
  
  
O anjo que do céu desceu
e veio visitar Maria
Nada impôs e só perguntou:
Maria, aceitas ser bem-aventurada?
Podes gerar o Filho de Deus?
E esperou o seu "Sim" 
Ou o seu "Não".

O anjo que do céu desceu,
Depois da resposta de Maria,
Sem nenhuma imposição
A José perguntou:
Maria me disse "Sim"
E espera o Filho de Deus,
Você a acolhe, José?
E José ficou Silencioso...
E pleno poderia dizer Sim 
Ou dizer Não

E com o "Sim" de Maria
E o "Sim" de José
O Verbo de Deus
Deixou de ser Verbo
E tornou-se Salvação.

O anjo que do céu desceu
Continua sua missão,
E quer falar ao teu coração.
E sem nenhuma imposição
Aguarda seu "Sim"
Ou seu "Não".

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Imagem de Pedro Figueras. Original do blogue "De tudo um pouco ou quase nada...".