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Troquei o medo de
envelhecer pela certeza da melhor
idade amadureci! Cantei a tristeza e o canto,
por vezes, derreteu a dureza do
meu ser: fez-me mais humana! Mais
humanaa! Alegria! Alegria! Banhe todo o meu ser! Pra que ela se irradie
na serena melodia do que agora sou! Entre os jardins da
incerteza, com perseverança,
caminhei. por isto hoje canto a magnitude do agora!
Ô! Ô! Ô! Agoraaa! Alegria! Alegria! Banhe todo o meu ser! Para que ela se
irradie na serena melodia do
que agora sou! Você trocou o medo de
envelhecer pela certeza da melhor
idade! Alegria! Alegria! Banhe todo o seu ser! Alegria! Alegria! Parabéns prá você! ________________________________________________________________ Letra e Melodia: Conceição Cruz Cifra, partitura, harmonização, arranjos e voz: José Antônio de Sousa Pinto (Grillo) Instrumentos: violão de nylon, baixo, percussão |
7 de março de 2022
Serena Idade
16 de fevereiro de 2022
5 de fevereiro de 2022
Oh, Glória!
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Virei
sobrevivente de uma pandemia. Não foi
um trem fácil não! Você
sobreviveu! Oh! Que
alegria! Não.
Não. Não. Não.
Não. Não. Muita
gente não acreditou não! Não.
Não. Não. Não foi
um trem fácil não! E foi
tão de repente que a terra parou! Pois é!
Pr’onde é que eu vou? Fique
em casa! É prá
lá que eu vou! Pois é
prá lá que eu vou! Um
vírus varreu os continentes e quase acabou com a gente! Realidade
ou imaginação? O mundo
em comum união! Amar a
todos, sem exceção, foi nossa evolução! Amar a
todos, sem exceção, foi nossa evolução! Ah, o
mal se desfez, o bem prevaleceu! Vou lhe
dar milhões de beijos e abraços! De
beijos e abraços! Glóóóória!
Glóóóória! Mudou
toda a nossa estória. Glóóóória! Glóóóória! Mudou
toda a nossa estória! ________________________ Letra e melodia: Conceição Cruz Cifra/Partitura/Harmonização/Piano: Felipe Vasconcelos Magalhães (Maestro Felipe) Voz e arranjos: José Antônio de Souza Pinto (Grillo) Instrumentos: |
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guitarra
solo/guitarra base/baixo/programação de bateria/trompete
(sintetizado)/ganzá Consultoria fonográfica: Marfiza de França (Magma Produtora) |
31 de janeiro de 2022
Cinco perguntas para Fátima Peres
A
pará-minense Fátima Peres é escritora, jornalista, professora, empresária no
ramo editorial e membro da Academia de Letras de Pará de Minas. Nesta
entrevista ela esclarece pontos interessantes sobre publicação de livro e
escrita.
JRP-Em qual atividade
você se sente mais realizada, como professora, escritora, jornalista,
empresária?
FP
- Querido José Roberto, essa foi a pergunta mais difícil que alguém já me fez. Mas
vou tentar respondê-la por etapas. Bom, sempre gostei muito de escrever. Uma
das minhas maiores incentivadoras foi minha primeira professora: Dona Luzia. E,
da qual, sinto muitas saudades. Me lembro bem de suas aulas de redação. Ela
colocava uma figura no quadro e pedia para que apenas descrevêssemos o que
víamos. Depois ela completava: “agora imaginem que vocês fazem parte deste
cenário e façam uma linda redação”. Era mágico! Depois tínhamos que ler nossas
histórias para os outros alunos. Morria de vergonha. Então sempre fui muito
acanhada em expor meus escritos. Por causa disso fui ser jornalista. Uma
profissão que amo de paixão. Nela encontrei uma maneira de contar histórias sem
precisar me expor tanto. Trabalhei na extinta Gazeta Mercantil. Lá, era
responsável por escrever e editar uma página inteira sobre Balanços Ambientais
e Sociais. Contava histórias verdadeiras de pessoas que faziam coisas
incríveis. Mas era uma linguagem muito empresarial, objetiva e “seca”. Fui uma
das últimas jornalistas a sair do jornal quando ele fechou suas portas. Trabalhei
também em outros veículos, mas sempre empresariais (revistas e jornais). Antes
de me formar em jornalismo havia feito três anos do curso de Letras na UFMG.
Mas fui complementá-lo, anos depois, na PUC-Minas e, logo depois, resolvi fazer
um Mestrado. Em 2006 acabei entrando para um grupo de pesquisa em literatura de
autoria feminina na UFMG. Organizamos/revisamos livros acadêmicos e ainda hoje edito
a revista Mulheres em Letras. Queria também ser professora, ensinar as pessoas
a arte da escrita, do jornalismo, enfim, a brincar e se encantar com o texto, com
as palavras. Assim como Dona Luzia um dia fez comigo. Dei aulas de português,
de jornalismo e de planejamento gráfico. Mas os anos foram passando e me tornar
uma empresária na área da edição foi apenas uma consequência, resultado de um longo
percurso, sempre de amor e paixão pela escrita. Como pode perceber, me realizo
com todas essas atividades, sempre.
JRP - Fale um pouco sobre
sua editora Todavoz e quem pode publicar por ela?
FP
- Brinco sempre com as pessoas que nos procuram: “é preciso nos enxergar com
uma lupa”. Somos uma microempresa. Não temos a pretensão de ser uma grande
editora, mas uma editora comprometida com pessoas que amam fazer outras pessoas
sonharem/viajarem quando contam suas histórias. São essas pessoas que podem
publicar pela Todavoz. É isso que torna o ser humano mais próximo ao divino,
seres “humanos”, de verdade.
JRP - Quais dicas você
daria para quem quer publicar o primeiro livro?
FP
- Em primeiro lugar, reúna tudo que você já escreveu. Separe aquilo que
considere mais relevante e que vai impactar alguém, seu leitor, mesmo que seja para
uma pessoa só. Isso já basta para que o livro que você irá publicar ser de
grande importância. Publiquei a biografia da minha mãe quando ela completou 80
anos, com fotos e histórias. Dei a ela de presente e uma cópia para os seus
irmãos e irmãs. Foi seu melhor presente. Claro, sem desmerecer os vários outros
presentes que ela ganhou nesse dia.
JRP -Como um autor pode
chegar até você?
FP
- Me conte sua história, me ligue, me envie um e-mail: todavozeditora@todavozeditora.com.br
JRP - Fale sobre mercado
editorial e como ele tem sobrevivido neste cenário pandêmico?
FP - Quando falamos em mercado editorial temos os três lados: do empresário, do escritor (a) e do leitor. Como empresária, acredito que não é só o mercado editorial que tem sobrevivido com restrições neste terrível cenário. Toda nossa economia tem passado por provações e buscando encontrar soluções que minimizem os impactos negativos. Ou, no máximo, tentar sobreviver. O editorial é um deles. Nossa moeda perdeu o valor totalmente e só quem ganha dinheiro nesse país é quem exporta ou mexe com mercado financeiro (bancos, por exemplo). Para o escritor (a) existem ainda algumas oportunidades, como as publicações digitais/autorais, o self-publishing. Quanto ao leitor, este está cada dia mais distante das melhores médias de leitura por indivíduo do mundo. Na Índia, que se encontra em primeiro lugar, por exemplo, são 10,7 horas gastas semanalmente com leitura. O brasileiro, no ranking de 30 países aparece na 27ª posição. Então, seja como for, estamos num momento difícil para o mercado editorial. Resta-nos esperança de dias melhores.
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Entrevista realizada por José Roberto Pereira, publicada originalmente no Jornal Diário
27 de janeiro de 2022
Cinco perguntas para a atriz e escritora Carmélia Cândida
Carmélia Cândida começou sua
carreira artística como contadora de histórias. Depois foi para o teatro e o
cinema, e nessas áreas artísticas desenvolve trabalhos como atriz, autora e
roteirista. Publicou dois livros de forma independente: “O Azul dos olhos dela”
(2021) e o infantojuvenil “A fuga da sereia” (2021), este último ilustrado por
Michel Salazar. Essa artista vem conquistando seu lugar no panteão da arte
pará-minense a cada trabalho lançado. Leia a entrevista realizada
exclusivamente para esta coluna.
JRP
– Comente esta frase: “Quase todos os brasileiros sabem escrever, mas
pouquíssimos realmente escrevem”.
Carmélia - Saber escrever ou ler, no
sentido de ser alfabetizado, guarda uma longa distância do escrever bem e do
ler com proficiência, ou seja, interpretando, atribuindo sentidos ao que se lê.
Escrever não é uma tarefa fácil, e é uma dificuldade para muitas pessoas. O Brasil
não é um país de leitores, a educação –
no nosso contexto histórico – nunca foi prioridade
para os governantes, a arte e a cultura não são valorizadas. Nesse cenário, não poderíamos esperar que a
maioria das pessoas que “sabem” escrever realmente escrevam.
JRP - Como se deu sua descoberta no
campo da escrita?
Carmélia - Meu gosto pelas letras e
pelo artístico foi despertado já nos meus primeiros anos. E entendo que o que
veio depois, na minha vida artística, tem a ver com esse início. Algumas coisas
como consequências de outras. Nos tempos de colégio, vez ou outra, eu flertava
com a escrita, e isso foi me acompanhando. Mas demorou até que eu passasse a
escrever com mais consistência. De uns onze anos pra cá, é que comecei a me
dedicar mais à escrita, da forma como me é possível. Eu entendo que tornar-se
escritor – assim como ator, músico ou outro artista – é um processo, uma construção que demanda
tempo, experiências etc. Eu só sei que eu escrevo, quando o texto vem ou quando
eu desejo buscá-lo. E isso não acontece sempre. De tempos em tempos, eu me
sinto aberta à escrita, e escrevo muito, minha escrita flui como água jorrando
de uma fonte. É maravilhoso! Mas, em outros tempos, algo em mim se fecha, e não
consigo escrever nada. Então eu estou me descobrindo ainda e espero estar
sempre. Enquanto eu estiver nessa construção, estarei experimentando,
aprendendo, me aperfeiçoando e, o melhor, surpreendendo a mim mesma.
JRP
- “A fuga da sereia” é seu segundo livro publicado, mas é o primeiro dedicado
ao público infantojuvenil. Do que se trata a história? E como seu público
recebeu este trabalho?
Carmélia - A história se desenvolve
em torno do sumiço de uma sereia e começa no ponto em que nasce o rumor de que
ela havia fugido. E não tinha fugido sozinha! Levara com ela o Boto Rosa. O
rumor vai crescendo, se espalha, e tudo e todos
– mar, praia, homens, peixes, animais da água e da areia – sofrem com a ausência dela. Nesse cenário, a
gaivota, ao voltar de viagem e ficar sabendo do ocorrido, se mostra desconfiada
e coloca todos em alerta. Começam, então, a investigar melhor a história. O que
será revelado eu não vou poder contar, pois eu quero que as pessoas descubram
com os personagens, lendo o livro e as belas ilustrações, mas posso dizer que o
leitor irá se deparar com uma narrativa marcada por amizade, perdão, redenção,
amadurecimento, entre outros temas.
O livro tem sido muito bem recebido
pelo público. É gratificante, pois, quando a gente faz um trabalho, só vamos
saber a dimensão dele quando ele chega às
pessoas, e eu fiquei até surpresa positivamente com o interesse e carinho delas
e com os retornos recebidos.
JRP
– Publicar livro no Brasil é fácil? E
como você foi agrupando os profissionais necessários para dar vida a este
projeto?
Carmélia - Para publicar de forma
independente, ficou mais fácil em relação a anos atrás, considerando que hoje
quase tudo pode ser acessado ou resolvido pela Internet. Ainda assim, é
difícil, pois os custos da publicação são altos e vender livros não é tarefa
simples. Publicar com contrato com editora, com os custos por conta dela,
acredito que, no Brasil, é para poucos.
Por motivos diversos, passaram-se
dezoito antos entre o tempo que escrevi o texto e o tempo em que decidi que
faria a publicação de forma independente. Isto se deu em 2019 e, após a
primeira tentativa de preparar a edição, foram mais de dois anos até o que
livro saísse da gráfica. No caso, minha maior dificuldade foi encontrar um
ilustrador. Passei por tentativas frustrantes e desanimadoras. Quando encontrei
o Michel Salazar, tudo fluiu, ele também
fez capa, projeto gráfico/diagramação, e isso simplificou muito o processo, pois ficou
faltando somente o serviço da gráfica.
JRP
– O que podemos esperar da sua produção
artística em 2022?
Carmélia – “Mulheres santas também
são inquietas” é
um livro de poemas sensuais que finalizei em 2020 e será lançado provavelmente
em março; devo lançar um infantil no segundo semestre e outro no fim do ano,
com uma história de Natal (era para ter lançado este ano, mas não ficaria
pronto a tempo).
No
teatro, estou com o projeto de montagem de um espetáculo sobre violência contra
a mulher que quero muito concretizar, é um texto cuja pesquisa e escrita comecei a desenvolver no fim de
2018.
Começo a trabalhar, no momento, na construção
de um roteiro, com o José Roberto Pereira, de uma série que deve ser gravada já
no início do ano, sob a direção do José e do Guto Aeraphe.
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Entrevista realizada por José Roberto Pereira, publicada originalmente no Jornal Diário
19 de janeiro de 2022
As mulheres da minha vida
Já há algum tempo venho matutando em minha mente a vontade de escrever sobre as mulheres que fazem parte da minha vida, e que são luzes que iluminam a minha estrada. Para mim, qualquer momento é ideal para falar e homenagear este ser mais belo que Deus criou, para ser companheira do homem.
Vocês podem estar se indagando de que mulheres estamos falando. Se foram amantes ou o são durante o meu viver neste mundo. Mas não, são amadas por mim e Graças ao bom Deus ainda estão vivas e compartilhando comigo, de minha vida atual e espero, se for vontade do Ser Supremo, que ainda o sejam por muito tempo. Pois consigo amá-las, a cada uma, ao mesmo tempo, de um jeito todo especial. Trata-se de oito mulheres que dão o colorido todo especial na minha vontade de viver e continuar lutando por um mundo melhor. Essas mulheres de um jeito ou de outro foram e são muito importantes.
A começar pela minha querida e amada mãe, Marilene, que me trouxe ao mundo e educou a mim e os meus irmãos no melhor sentido possível de família, juntamente com meu pai (falecido há sete anos). Na sua simplicidade sempre nos mostrou o caminho correto da vida, mesmo com todos os obstáculos e problemas que surgiram à frente, foi uma guerreira ao lado do meu querido pai. Em seguida, minha sogra, Maria, verdadeira santa e mãe de filhos numerosos que soube cuidar e criar os mesmos com um amor infinito, e educá-los na verdadeira fé cristã. Acolheu-me em sua família de braços abertos, a quem eu considero como minha segunda mãe, pois ama a todos como a seus filhos. Uma verdadeira santa a quem eu amo de um jeito todo especial.
Abro agora um parágrafo especial para falar destas outras seis mulheres que preenchem todo o meu espaço, que me encantam e que é a razão do meu viver. Minhas filhas Laura Carolina, Ana Cristina e a caçula Gabriela Vitória - e minhas duas netas Lívia e Maria Fernanda. Princesas do meu lar, do meu caminho que são frutos de um amor “imensurável”. Cada dia de vida delas coloca um tijolo a mais no alicerce familiar em que vivo preso, Graças a Deus! E, finalmente, a razão de tudo isso isto que escrevo agora, e que a cada momento ao seu lado, mais me encanta, move o meu moinho. Minha rainha e amada esposa Geralda, que embeleza e perfuma o meu jardim, fazendo brotar cada vez mais flores maravilhosas, lindas e perfumadas. Se paixão e amor, para os entendidos, são sentimentos diferenciados, para mim, um leigo, eles são iguais. Não consigo separá-los, porque o que sinto pela minha esposa se confunde e eles se fundem num só. Sempre se expandindo como o Universo.
Sempre digo que uma mulher constrói um homem, basta existir entre ambos o amor. Pois sem as mulheres, não seríamos absolutamente nada neste universo.
OBRIGADO, mulheres da minha vida, por vocês existirem e traçarem o meu caminho! E obrigado a todas as mulheres por existirem na vida de nós, homens!
QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!