11 de maio de 2026

E assim tivemos mais um “Dia das Mães”

Maria de Fátima Moreira Peres

Cadeira n.º 15


Depois de uma semana cheia de compromissos, dormindo sempre depois da meia-noite e um domingo do Dia das Mães, cheio de emoções, enfim o descanso merecido. Após o almoço, deitei-me na cama, coloquei o fone de ouvido para não incomodar ninguém e comecei a ouvir música clássica para relaxar. 

Pensei comigo: “não é fácil ser mãe, ainda mais, hoje em dia.” Quanta coisa se faz em apenas 24 horas! Poderia enumerá-las aqui, mas até isso já me deixa cansada. Mas ainda é pouco. Quantas mães estão por aí com uma penca de filhos, sem ter onde morar direito, largando os filhos sozinhos para buscar ajuda e um pouco de alimento para colocar na boca de cada um.

Mães solo, mães desempregadas, mães com problemas de saúde, mães de todos os tipos que só querem um pouco de tranquilidade para cuidarem de si próprias. Não tem nada de charmoso o Dia das Mães. Um presentinho aqui, um outro ali e parece que, num passe de mágica, tudo se transforma e o cansaço vai embora, a dor some, a tristeza fica no passado.  

Mas não é bem assim. Continua-se cansada, exaurida e com uma vontade enorme de estar num lugar onde você se sinta leve, sem pensar em nada, a não ser, olhar para o céu e apreciar o fim de tarde, tomando sorvete de doce de leite.

Mas isso não existe. Quando se tem filhos, carregamos em nosso peito, uma profusão de sentimentos de amor, temos a necessidade de estarmos juntos e fazer o melhor, para que o dia seja o mais alegre e divertido possível. E, que bom, quando vemos nossos filhos contentes ao nosso redor, de volta ao nosso lar. Esse é o presente que qualquer mãe deseja. Receber o carinho, o afeto e o melhor abraço do mundo. 

Dia das Mães, como dizem por aí é, enfim, todos os dias do ano, de uma vida. Ter um filho, ou uma filha é a certeza de que você passou pela vida, tornou-se imortal, deixou a sua melhor parte para que te represente neste planeta. Não preciso do Dia das Mães para saber que assim sou. Meu amor é maior do que qualquer comemoração. Ele é todo dia, para a vida toda. 

E ainda que não se lembrem de mim, não importa. Pois, o que vale é o sentimento que trago em meu coração, fruto do que eles me proporcionam a cada instante de suas vidas, vivos. E que sigam vivos e amando seus filhos também. Só assim saberão que viver é amar incondicionalmente aquele pedacinho de você. 

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Imagem: de freepik 

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