O livro "A República de Meireles" foi apresentado na mesa-redonda "Caminhos da Palavra" como obra de estreia no mundo literário de Rodrigo Silva de Oliveira Campos. Nascido em Pará de Minas, possui uma carreira como empresário do setor de defesa e segurança e se interessou pelo resgate da identidade cultural de pequenas comunidades, utilizando a escrita para documentar essas histórias. Lançou, então, sua primeira publicação, nascida da vontade de eternizar os muitos casos ouvidos na localidade de Meireles, povoado da zona rural de Pará de Minas, dividido da sede pela Serra do Caracol.
A
República de Meireles é uma publicação que resgata mais de cem anos de
história do povoado. Rodrigo Campos se dedicou a compilar histórias,
personagens e aprendizados da comunidade, destacando características
fundamentais como a resiliência da população frente às provações
enfrentadas, a forte união familiar e a sabedoria popular dos moradores.
Além de reconstituir o passado, o livro aborda as lutas presentes da
comunidade, documentando conquistas já alcançadas e reivindicações para
melhorias na qualidade de vida. Mistura prosa poética, relatos
documentais e a tradição oral. O livro é recheado de "causos",
personagens pitorescos e mistérios locais.
Rodrigo Campos
ressaltou que a obra pertence a toda a comunidade, sendo construída com a
participação e o sentimento de pertencimento de seus moradores. Assim,
não se coloca como autor, mas como um "escriba" que dá voz agora a essas
pessoas. Coloca em evidência a importância da memória coletiva,
reafirmando o valor das raízes comunitárias.
A mesa "Caminhos da Palavra" foi realizada dentro da programação da 1.ª Festa Literária da Academia de Letras de Pará de Minas, destinada à valorização de autores com vínculo com Pará de Minas que se encontrem em início de trajetória literária, promovendo o diálogo sobre processos criativos, publicação e perspectivas de formação no campo da escrita. A partir de inscrição prévia em chamada pública, foram selecionados três escritores, que participaram de uma conversa mediada pela presidente da ALPM, Carmélia Cândida.



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